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VINDE AO MEU COVAL © Ferdinando
Somos matéria, em forma sempre escura num pântano tedioso feito de ilusão! Simples antelóquio de idear que é vão, restos que acabam, numa vala impura...
Grinaldas roxas que a vida nos preserva, debaixo do cipreste, em ida que não vem... por entre sonhos que foram de ninguém, só fica silencio, morte, solidão e treva!
Não há amor! Só a mágoa de um penar perversa sedução em ansiedade louca, como beijar, de beijos sem ter boca... e os olhos se os temos é para chorar!
Aves das trevas, que voais tristes como dó vinde na noite, beber nas jarras dos covais ouvireis a palidez no rezar dos nossos ais, choros tremestes, em gritos só de pó...
Germany 07-09-07
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