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Trovas ofertadas para o final: Yeda Araujo A viagem terminou... Foram cem trovas...Cem dias! E nosso barco atracou no porto das alegrias! Só mesmo chave de ouro... Só mesmo provas de amor.. Para guardar o tesouro de um poeta trovador! Lígia Antunes Quando fico a meditar e tudo vou recordando, impossível é não lembrar o teu nome, FERDINANDO! <<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<
100 TROVAS - 100 DIAS Se neste palco imundo Só a verdade dita-se, Eu não teria um irmão Que na vida mendiga-se.
Na fantasia da vida Na vida da fantasia Somos a aurora perdida Numa noite sem ter dia
Ò mar de rendas tão belas Que quer dizer teu rumor? Estás mau tombas caravelas Estás meigo falas de amor Desfolhando o malmequer Senti meus olhos chorar, Talvez alguém que me quer E não me pode encontrar.
Tempo que passa é saudade De algo que fica chorando. São sonhos da mocidade Que ficam por nós chamando.
O pobre que nada tem Que na vida não tem norte, Não dá contas a ninguém Quando lhe chegar a morte.
Fui à fonte para te ver E quando lá te encontrei, Depois de tanto beber Com outra sede fiquei...
O trevo nasce no prado Sem ninguém o semear, A sorte não é mercado Que se consiga comprar.
Não dês esmola por vaidade Inda que seja um vintém, Podes ferir sem maldade Aquele que nada tem...
A saudade é lenço branco Que nos chama sem parar, O sentimento mais franco Que muito diz sem falar.
Ó meu amor teu dançar Tem graça tem alegria, Pode a roda cheia estar Mas sem tí está vazia.
Não procures viver só Faz do pobre companheiro, Pois que seria da mó Se não tive-se o moleiro...
Meu amor olha pra mim Preciso do teu sorrir, Como a rosa no jardim Do sol para florir. Dizes ser rico e nobre... Esquece lá a fantasia, Pois a fogueira do pobre Dá mais calôr e alegria. No mundo vivi sonhando E a sonhar envelheci, E a sonhar vou ficando Pequeno como nasci.
Se a desgraça fosse pão Que a todos fome mata-se, Eu não teria um irmão Que na vida mendigasse.
O manjerico velhinho Outra vez reverdeceu, Mas está morto o teu carinho Esse pra sempre morreu.
Se a fogueira se apagou Não te importes meu amor, Outro fogo começou Que dá muito mais calôr.
Um português a cantar Faz de uma trova canção, Depois do verde provar Canta por uma Nação.
Ao ver-te bailar contente Com um filho no braçado, Eu recordo docemente Loucuras de ano passado...
Repara bem ao dançares Que não te calquem os pés, E se de par tú trocares Podem te dar pontapés.
Olho na vida o passante Meu irmão de cada hora, Meu companheiro errante Ferido com a mesma espora.
Se na vida não fui nada Nada me deram pra ser, Nasci de uma vida errada Culpa teve o meu nascer.
Tudo lembro com saudade Dos tempos que já lá vão, Mas só vejo a bondade Distante do coração.
Risonhos dias vivi Na vida que me foi dada, Mas hoje já tudo esqueci Desse sonho que foi nada.
Cravos vermelhos à porta Mangericos na sacada, Mas se a fogueira está morta Que vale a cinza apagada.
A sonhar juntos Maria Fizemos o arraial, E nos folguedos do dia Fizemos fogueira igual.
Criança anjo sagrado Sem rua sem lar nem pais, Serve pro homem malvado Em seus fins materias.
Se a lei tudo castiga Eu não sei porque razão... Ou tudo é canto ou cantiga Pra todos comer o pão.
Em cada dia que passa Mais vergonha tenho eu, De ser fruto desta massa Que em mim encarneceu.
Alma de corpo franzino Anjo ridente dos céus, Sofres já de pequenino Como sofrera teu Deus.
Primavera é sempre igual Todos anos traz flores, Mas a vida tem final Leva consigo os amores.
Quero levar a saudade Quando desta vida for... É sonho da mocidade Que sempre falou de amor.
Sou filho que por desgraça Nada tenho pra comer, Se ás vezes riu por graça Sou hipócrita sem querer.
Não venhas flores um dia À minha campa depôr, Pois tudo foi fantasia Que me falava de Amor.
Por ti chorei, e afinal Meu pranto nada valeu, Que importa um amor leal Se outro amor nunca nasceu.
Já basta o que tem por sina A vida do pobrezinho... O homem ainda lhe ensina A ser trapo do caminho!
Foi nas urzes do caminho Que eu vira o trevo feliz, Não o quiz, fiquei sozinho A sorte só eu a fiz...
É melhor comer o pão Embora duro que seja, Que ser na vida ladrão E deitar fora o que sobeja.
Se algo sofri não sei quanto E não sei quando nasci... Pois tudo hoje é só pranto Da mentira em que vivi.
Eu nascera só pra ti Na vida que me foi dada! Fogueira que eu revivi, Com cinza quase apagada.
Sonhei contigo, e a sonhar Corri distâncias sem fim... Pois só sei que ao acordar, Estavas pertinho de mim.
Eu vivi triste na vida Destino que Deus me deu, Foi de uma alma sentida Que a alegria nasceu!
Porque nasci afinal... Neste monturo sem vida, Só vi choros, só vi mal Só vi peitos sem guarida.
Ó belo trevo da sorte Quem foi que te semeou?... Talvez alma de má porte E nunca mais te encontrou.
Se a saudade é letra morta Não o posso afirmar... Só sei que me bate à porta Mesmo sem eu a chamar!
Cobrir crianças despidas Tornar o mundo igual, Cativar almas perdidas Seria o meu ideal...
No teu regaço dormi... Como em cama de jasmim Foi no teu sonho que eu vi, O quanto gostas de mim!
Proibir a mendicidade... Faz o homem sem pensar, Mas não proíbe a caridade Nem a vontade de dar.
No parlamento da vida É só mísera ilusão... Depois da lista escolhida, Ainda é maior o ladrão!
Possuir a felicidade É um sonho tão profundo... Que até penso com saudade Que não existe no mundo.
Nesta dor feita alegria Algo de estranho acontece, Ante meus olhos é dia Dentro em meu peito anoitece.
O poeta é mensageiro Na luta pela igualdade... Luta sempre companheiro Em abraço de amizade.
Esta dor que atormenta Este meu peito em saudade. É choro que se lamenta Dos tempos da mocidade...
O homem tanto promete E nunca cumpre o que diz, E dos erros que comete Não quer ser ele o juiz.
Dizes te julgas perdida Pra mim tens tanto valor, Pois quem aquece outra vida Tem que ter muito calor!
Quem me dera ser a lua Num vaivém sempre a rodar, Iluminar tua rua... E no teu quarto espreitar.
No altar desse teu peito É minha prisão de amor, É capelinha que enfeito Com somente uma flor.
Não posso gostar de alguém Só porque gosta de mim. A primavera não vem Só porque existe um jardim.
O choro que existe em mim Nem sempre é feito de dor, Nem sempre a vida tem fim Quando acaba um grande amor.
A chorar vivi cantando Cantando vivo a chorar, Se eu a cantar vou chorando A chorar quero cantar...
Se o Sol tudo aquece Só o comparo então; Ao amor que se merece, E aquece o coração.
Se a sorte nasce no prado Sem ninguém a semear; Triste sina este meu fado Não consigo encontrar.
64-Meu amor de mim tem dó Sou coração enjeitado... Por fraca que seja a mó Dá sempre o milho ralado.
Nessa noite de ilusão A dançar te conheci, E ao sentir teu coração Logo fogueira acendi.
Não penses que não te amo Porque te não presenteio, Pois o amor é um ramo Que vive no nosso meio.
Sonhando pela vida fora Saudades feitas por mim... Mas só me apercebo agora Que este sonho está no fim.
Hoje estás abandonada Só por loucuras de amor. Mas a rosa por cheirada, Nunca perde o seu valor!
Não escrevo para entreter Mas escrevendo a dor acalma. Nunca se pode esconder, Tristezas que vem da alma.
Nunca te julgues vencida És um anjo aos olhos meus. Mesmo uma filha perdida, É sempre filha de Deus.
Nunca te esqueço meu bem Como mais terna donzela. Primavera vai e vem, E a rosa espera por ela!
Lágrima caída no rosto Dos teus olhos côr do mar; Lembra a vida em sol posto, Saudade sempre a chamar...
Tú me deste a luz da alma De um sonho quase acabado; Hoje te oferto a vida calma, Que abraçamos lado a lado.
Mentiras que o outro diz Não acredites amor; Pois planta sem raíz, Não alimenta a flor.
Na farsa da ilusão Tudo anseias com fervor; Podes comprar a razão Mas não compras o amor.
Não me olhes descontente Pelos meus loucos folguedos; O rio corre contente, Sem dar contas aos rochedos.
Rosa branca que venero Neste jardim de saudade; És o amor mais sincero, Que ficou da mocidade.
Prometes-te e não cumpris-te Sofre alguém esse teu porte; O coração que feris-te, Te pede contas na morte.
Em quatro linhas ficou Tantos sonhos e magias; Que no teu peito moldou, Aquilo que não sabias...
Olhei-te de olhos fechados De olhos abertos fiquei; Nesses teus lábios rosados, Ficou o que desejei.
Nunca odeies meu amigo Mesmo que tenhas razão; Pois não é só o mendigo, Que necessita de pão.
Ser bem pobre e não ter nada É dom que Deus nos legou; Quando a vida terminada, Vai cantar o que chorou.
Não te julgues desgraçada Se a má sorte te persegue; Existe pior calçada, Que aquela que agente segue.
Arranjei-te sem saber Pensando a sorte encontrar; Hoje mesmo sem te ver, Fico cheio de te olhar.
Fui primavera ridente E hoje que não sou nada; Sou pobre que ri contente, Na vida que me foi dada.
Ó rio de água serena Que vais chorando pro mar; Ao chorares a tua pena, Chora também meu penar.
Olhei pra ti com desejo E com desejo fiquei; Pois nesse rosto que vejo, Está o sonho que sonhei.
Morena que vais pra fonte De cantarinha na mão; Choras tristezas pelo monte, Das saudades que lá vão.
Andorinha que partis-te Pra terras de mais calor; Leva minha alma triste, Que anda à procura de amor.
Deves ouvir meu conselho Quando te julgas um santo; Olha-te bem ao espelho, E depois despe o teu manto.
Quando eu um dia me for... Não me chores minha querida; Pois quem morre por amor Fica sempre nesta vida!
Conta lá os teus segredos Loucuras... horas a fio; A água sai dos rochedos, E vai cantando até ao rio.
No choro do meu olhar Há risos em gargalhadas; É a saudade a mostrar, As saudosas madrugadas.
No parlamento da vida Todos querem mandar mais... Pois a seara perdida, Faz tentar mais os pardais.
De pequeno desconheço Maldades que a vida tem; Agora que a conheço, Vivo nela com desdém.
Nunca sonhei ilusões Riquezas...luxos sem fim; Pois os mais belos brasões, São os teus olhos pra mim.
Nada há que determine Os traços que a vida tem; Nem há sol que ilumine, O negrume do desdém.
A boa fada da sorte Te pôs um dia a meu lado; Dizendo que só a morte, Faz este amor acabado.
Esse beijo ainda gritante Em quatro lábios ficado; Ainda lembra constante, As loucuras do passado...
Caminhemos mão em mão Fulcro de amor e alegria; Só assim no coração, Há Natal em cada dia!!
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Esta a contagem depois de terminadas as cirandas de trovas ao ( BOM DIA). Estes os trovadores que me acompanharam nesta longa jornada. Aos quais agradeço do coração. Quero também agradecer aos leitores maravilhosos, as suas lindas mensagens de incentivo. Por ordem de maior Nr. de Trovas Com 77- José Ernesto 75- Lígia Antunes 66- Yeda Araujo 12- M.Thereza Neves 5- Marilú Santana 4- Renate Emanuelle 4- Benardino Matos 4- Atelier Baron 3- Luz Sampaio 2- Asol 2- Fátima Morais 2- Célia Jardim 2- Neusa Mendonça 2- Ilze Soares Com uma Trova: Luíza Benício / J.Ronaldo Raquel Caminha / Deth Haak / Suzette Duarte / Emiele / Wandisley Garcia / Paulo Mello / Vera Hernandez
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