QUERIDO
 
Maria de Fatima Delfina de Moraes
 
Eu vejo a vida, das janelas do meu quarto,
e me vem o pranto, se contemplo o teu retrato;
nas horas que não passam, anseio o teu regresso,
na solidão da insensatez dos dias meus.
 
Quem dera querido, eu pudesse
ouvir ao telefone a tua voz
eternizando o amor
por nós vivido no mais pleno fervor.
 
Diga-me querido, o quanto ainda me amas.
Preciso saber o quanto teu coração me quer,
eu te darei meus carinhos de mulher.
 
E se assim for, planeja teu regresso,
eu juro a ti, o meu amor confesso,
revelo-te meus desejos mais secretos.
 
Rio de Janeiro - Brasil