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QUERIDO Maria de Fatima Delfina de Moraes Eu vejo a vida, das janelas do meu quarto, e me vem o pranto, se contemplo o teu retrato; nas horas que não passam, anseio o teu regresso, na solidão da insensatez dos dias meus. Quem dera querido, eu pudesse ouvir ao telefone a tua voz eternizando o amor por nós vivido no mais pleno fervor. Diga-me querido, o quanto ainda me amas. Preciso saber o quanto teu coração me quer, eu te darei meus carinhos de mulher. E se assim for, planeja teu regresso, eu juro a ti, o meu amor confesso, revelo-te meus desejos mais secretos. Rio de Janeiro - Brasil
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