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1-QUERIA SER... © Ferdinando Queria ser, o florir do sol nos teus dias feito em manhãs, ornando o teu sorrir! Ser o despertar do segredo que porfias, meigo amanhecer, no anseio do porvir!... Serei teu desmedido amor, em cada dia, no calor que transborda no meu peito, marginando nos teus sonhos de magia... rosa branca, como as sedas do teu leito!... Quando a imensidão íngreme se desenhar ficarei no silêncio da sombra, a caminhar frémito enleio, no horizonte do teu olhar!... Que sejas o sonho, em cândido esplendor, como o plácido, desabrochar de uma flor... corpo fervente, em desejos cor de mar ! Germany 20-04-08
2- PERDURÁVEL © Ferdinando Espero-te no etéreo azul onde habito triste na mansão do amor, eterno como o tempo... na laje vazia, que cobre meus ossos frios ficam somente, as rosas que lá deixas cada dia. Na beleza da tua alma em gesto de primaveras em verdura de vida que vivemos outros dias no palácio de amor, em quatro paredes como asas... desejo de sermos o rosto, incendiado de eternidade. Na vala onde semeias os teus prantos, distâncias de memórias que não morrem, neste finar aparente que semeia em mim, colinas de ansiados minutos! Te aguardo em corpo de nuvens, no azul mais puro como as estrelas dos teus olhos, em noite serena para a continuação da alma liberta do corpo cansado!
Germany 22-05-07
3 - ESSA DANÇA... ©Ferdinando
Cercando o território do teu corpo entre meus braços e ligados numa concha de prazer que transforma o paradigma fervente dos sonhos dispersos, no hálito da tua paixão transpirando montanhas de beijos.
Em ritmados passos num idílio de dois corações. O luar trazia a seiva divinal da nossa orientação em espaços brandos que se tornavam curtos e atrevidos numa ânsia que fertilizava nossas palavras em segredo.
Em variados volteios, fomos cântico a par das Deusas, nos gestos do nosso desejar, ficava a cor do teu sorriso num olhar terno que trocava-mos, como donos do Universo!
No tombar do silêncio e já sem luz, continuemos a dança inventando uma réstia de sol moldando um desejo furtivo... até que o soar do velho e magoado piano emudeceu.
Germany 02.06.07 04. NA NOITE DO NOSSO JURAMENTO © Ferdinando Lembras-te amor daquele dia, Como nos olhamos brilhando de paixão! Perplexos sorriamos, caminhando frente a frente Para quatro braços que se abriam em saudade, Num ansiar que magoava nossos corações Desaguando neles o desejo que rasgava A calma triste e já sem brilho que nos devorava... Ho amor !... Se te lembras ainda... Nossos lábios se magoaram em beijos febris Na ânsia de um desejo incontido!... Meus dedos esguios serpenteavam As curvas dos teus seios apetecidos E nas horas que se faziam mais desejos Vencidos, nos despimos lentamente sobre o teu leito Que nos abraçava festejando o nosso querer Em desmedidas formas como só a loucura sabe! Fomos apaixonados amando num só querer Num delírio de gritos, e em juras de amor... Trocamos a delícia dos nossos corpos Na maior loucura sensual, à hora Da luz incerta do luar que nos espreitava E assim ante este desejo saciado, Adormeci na curva do teu peito, Cativo pássaro que encontrou seu ninho Para o futuro do seu amor eterno!
Germany 20-08-06
5-OS VERSOS QUE TE ESCREVO © Ferdinando
Os versos que escrevo são choros da minha alma na serra das lágrimas, na estrada da vida. Versos são pérolas preciosas para guardares, no sacrário do teu peito onde o amor habita, num encanto exímio que permanece em ti.
Estes versos feitos de amor e de saudade, cantados no distante pelas Deusas atrás das dunas, são vida e desejo, prazer das horas e dos dias... a brisa mais leve vinda dos infindos longes, para beijar teu corpo e engravidá-lo de sorrisos....
Os meus versos são o fruto no prado da vida, certeza de iniciar em ti a manhã de outros anseios num caminhar abstruso, serei o grito grave para alindar teus dias de horas mais azedas! Golpear a sordidez que magoa o teu viver estradar-te um porto para ancorar teus sonhos!..
Germany 28-10-06 06- MEU RETRATO ©Ferdinando
Quando te fito, a saudade se senta a meu lado e olhamos juntos a sombra do meu Ser amarelecido pelo tempo, e vencido pelos anos cavando em mim as rugas que moldam este rosto numa mágoa, que ficara num esboço evasivo num clamar de voz enrouquecida pela tormenta só me fala agora, outra linguagem retractada em ti...
Vejo-me pálido, como o papel que fora outrora colorido, nos verdes anos tão distantes que recordo ainda, na saudade da poeira dos tempos que a vida não alcança nunca mais, na trajectória de discursos mudos... como o florir primaveril, que só me visitou para seguir em horizontes de ilusão, e em punho de raiva!
Sou a vida no nascer do outono na fantástica noite que atraiçoa sem palavras este meu Ser na nudez que me arremessou na selva de cimento oblíquo... serpenteando a vida ilusória que atanazou meus dias!... Sou este retrato em sombra do passado, num tempo de cinza da fogueira que aqueceu este meu sonho.
Germany 07.12.06
7 - IDEALIDADE © Ferdinando Como o solar das coloridas rosas no transparecer de sonho, vestiste-te de ilusões e desejos, para o espaço do meu nome adornando de sedas, sonhos e emoções, a beleza do teu corpo... sede de beijos, gritante desejo queimando teus lábios sedosos. Nessa noite vadia de anseios, gerou a tristeza nesse espaço como a infinidade de dias sem luz, em apetite do meu corpo sobre alvas sedas no leito que me esperava em olhar distante... vestida em festim na noite que ficou sempre mais longe nos dias. Expiraram as velas sobre a mesa, e as duas taças de champanhe que nunca brindaram no enleio das palavras mimadas de beijos, somente os sonhos ficaram sentados a teu lado...fingida realidade!... Neste Universo imaginário que rasgou teu peito em sorriso árido ficou a saudade clamando no alto da colina, inerte como a vida ficando a minha sombra no gemer dos ventos, como Ser fictício! Germany 23-06-07
8-A TUA POESIA ©Ferdinando
Ao receber essa expressão cor de etéreo, não posso ficar passivo ignorando que tu poeta amiga vais entrando na senda transcendente do mistério!
Vê amiga! O teu estro aliciante esse místico ideal que nos irmana, a viver como os demais na lida insana indagando ferozmente o vir distante.
A magia que contenho é também tua, a mesma dor que me devora e tumultua também nesse teu peito de arfar profundo...
Te desejo minha amiga com amor, que a magia que rutila em teu redor... te presenteie o mais belo neste mundo!!!!
Germany 06.07.07
9 - OUTROS DIAS ©Ferdinando
Embrulhei meu passado nas horas do presente, segui atalhos árduos como o tempo! Nas distâncias de memórias que não morrem de um navegar errante no ventre dos espaços, entregue ao vento hostil das minhas esperanças...
A vida atraiçoou minhas memórias sorridas, adulterou os meus sonhos de haver sol dando-me o cinzento espaço em que habitei... onde o amor foi parcela inexistente como caminhar para o abismo entre brumas.
Espero que o aflorar do novo rumo seja coragem, numa medusa brotando uma nova existência, onde o raiar do sol, e o brincar das estrelas me cheguem como o cantar das ninfas do distante para esquecer os dias que mendiguei mentiras... e encontrar-me a sós comigo mesmo!...
Germany 29- 09-06 10- VOZ DA VIDA © Ferdinando
A cintilante manhã acorda a cidade adormecida. O sol espreita dúbio no horizonte, em olhar sonolento! Contristado, me encontro no embrulho de olhares frios em cada rosto feito de apatia como serras de lágrimas, numa ilusão ininteligível feita de hipocrisias marmóreas.
Suporto no meu peito que chora insistente no magoar de olhos ternos, olhos de inocentes em delírio como um majestoso altar de anjos, feitos para penitenciar, habitando a desilusão na orla de inconfessos olhares.
Avanço em desvario esbarrando-me em mentirosos muros. O sol torna-se débil e envergonhado não trazendo a suavidade do seu calor vencido pela avareza que suja a vida deixando débeis as forças para caminhar! Fico frágil diante a continuidade obscura que vence cada dia a candeia que nunca iluminará as horas mais tristonhas, enquanto existirem nuvens carregadas de mentiras...
Germany 05.05.07
11 - SEGREDO © Ferdinando
Gemer dos anos que reclina a vida em reverências aura de paixão como o jurar que mente lúgubre nas margens de promessas ficadas na orla do tempo. Momentos arrancados de mim e plantados em ti árvores esguias em olhar distante, luz nas tardes lentas.
Dobras do tempo nas páginas dos dias onde ficou cada palavra semeada em olhares encapelados, beijos no limiar das sombras num sentir ausente, juramentos que ferem almas magoadas, justiçando as cândidas rosas, no alfobre desprezado pela vida!
Segredos ardentes filhos do desejo em cada gesto. Ditos por não ditos ficados em bocas caladas escondendo sonhos imaginados que brotam em peitos amantes, apetência nascida no crepúsculo acabando em cada aurora feitos em chama louca despida de verdade, carme semeado sobre rochas
Germany 14.05.07
12 - ESSÊNCIA ©Ferdinando Vida! Felino e incompreendido cativeiro enlouquecido folhear de prantos roucos ontem inebriante luz, hoje irracional holocausto silabado de granito em perícia estéril e intrigante. Metafísica exaustiva que semeia ininteligíveis ditos em escárnio corrupto nas cansadas horas, precoce leveza feita em gangrenas asquerosas... transparente amanhecer, que tapeia os dias em ficção! Devasso honorário vencido, dias feitos de inutilidade. Ardilosas sagas, presságio de visagem que extasia em beijos de fera, estilando em gritos avaros impérios Complexo cósmico, insolência de riachos pródigos sigilo em desejos furtados, vertente feita de mitos mentira que jura plácidos sonhos em ardilosa fraude!!! Germany 29.05.07
13- DECEPÇÃO © Ferdinando Dias que esvoaçam sobre nuvens de ilusão em desmedida dimensão do mundo que te agita numa desumanidade, em sonhos feitos de arminho onde a beleza te impele sob o fogo que me verga... que me deixa cruzando o olhar no vazio da vida! Flores de lume que se erguem no fugitivo do teu olhar onde o aroma me queima de paixão em promessas de sol, vida que me emudece, e olhar que me acalora tenta em marmóreos gestos de margens fechadas, enfeitar o meu sonho em anseio que se enleia como trepadeira em minha alma frágil, numa chama de outros desejos... Ofertas-me o rosado dos teu lábios, num brotar de paixão nas caladas horas da noite, quando o sol desmaia na paisagem em horas avançadas suprimindo verdades, deixando os sonhos que aquecem a volúpia que queima a cinza dos dias!... Nunca quero ser amante nem amado em teu fascino... mera vertigem sem freios, fútil loucura cheia de nadas. Germany 23.03.07
14 - REPÚDIO © Ferdinando Para que nascem as manhãs em cada dia no transparecer da luz que gera indiferença dos perdidos na abjecção que a vida lhes legou ecos no espaço vago bradando horas de luz. Que vale o ansiar de outro Mundo, novas rotas se o ditar do flagelo em constante adversidade ceifa vidas e sonhos que ficam no vago, defrauda cada infeliz com montes de palavras em doutrinas vestidas de promessas mentirosas. O nada vagueia aniquilando a vida dos infelizes arremessados no sombrio, em qualquer canto num badalar impuro golpeando o ventre da alma emporcalhando os dias ditados em calúnia, num olhar rasgando sulcos que assusta cada esquina. Germany 25.04.07
15-DEPOIS DOS VERDES ANOS !... © Ferdinando
Todos iremos cansar-nos e ser velhos... todos temos o tempo contado! Dilúvios de ansiedade do passado patética canção que embala o tempo, onde o amor foi a única alavanca dos sentidos, num desejar que medrou horas em fuga.
Vão chorar saudade as pródigas auroras, num gemido constante que cala o tempo numa áurea ilusão de outros dias!... Novas sementes nasceram mais férteis numa mentira a fervilhar mais louca! Das nascentes brotaram os medos, enchendo a saca dos mendigos.
Na lupanar memória dos dias mais trigueiros, na alma que sonhou asas sideradas na tela onde se escrevia amor, é hoje lívido cansaço! Rostos lacrimosos, que a vida correndo abandona, Cumprindo-se a sina vã duma faceta, Em fuga desastrada para o fim...
Germany 10-05-06 16 - SUAVIZAR © Ferdinando Silêncio ameaçador em cada aurora no despontar da vida vento beluíno que resfria meu dilatado e cansado rosto inexactidão para os meus passos vacilantes e indecisos em forças deprimidas, no ponderar dos meus sentidos.
Caminho na caudal dos dias impuros, em cada rua escura alimento a força da vida, para os desprotegidos da sorte, contorno repelente e sujo, onde existem sonhos lacrimosos secretos murmúrios, inocentes corpos a desabrochar na vida.
Nas ciriais candeias do tempo, caminharei infindos rumos cinza azul feita em gestos de renúncia, trajectória das sombras... farei de uma gota de orvalho, fontes cantantes na orla da vida.
Nos prados fecundos cultivarei o pão para o inditoso faminto e na força débil do meu peito desperto, tentarei edificar a paz ficada no delíquio em grito, num espasmo cerrado de bruma.
Germany 04.07.07
17 - RECOLHO-ME © Ferdinando Emudeço no entardecer pesado das horas onde a vida se desnuda estática nas eras e o nada é o gargalhar dos tempos a esmolar carinho em alicerces débeis... fervente desfaleço por dentro, na órbita obscura e plangente... Penso na velada dor que toma os meus sentidos no baixar da noite ampliando o rubro dos meus dias em fértil suspiro e nesse eco cerrado, em nevoeiro denso molhando, a saudade de outrora será sempre a incerteza neste amanhecer introvertido Como suspenso, vagueio na manhã de sempre na sagacidade, procurando a linha recta para o mundo exterior que comutou em tempestades de incertezas, nas manhãs plantadas na fantasia e ancoradas no porto fictício da minha existência, onde grita a sombra ilusória que me enlutou a alma! Germany 21.03.07
18 - TRANSE ©Ferdinando
Sou filho das manhãs como áridos caminhos mistério ficado celebrando minha velada dor, estrelas nocturnas que choram comigo no entardecer das sombras, erguidas nos vales bocas secas de beijos, em friorentos lábios.
Vagueio na sombra, no inexistente caminhar onde tudo sabe a nudez, nos dias feitos de mentira num turbilhão para além das auroras cegas, gemendo como o declínio dos astros, e das marés olhares ficados em horror, como avermelhados lumes.
Sou espaço feito em musgo seco, no prado árido ficado nos beirais, onde a saudade fica gemendo maduras noites, despidas de todas as verdades madrugadas loucas de paixão, nascidas no tempo... num abismo que chora magoado como eu.
Germany 23-08-07
19 - DICÇÃO ©Ferdinando
Fria linguagem irreverente nos dizeres silentes das palavras sem aroma que semeia cada boca comandada por crânios ornando a teia acidental numa olência que contorna nossas vidas, semeando o probo imaturo, num esmerado soletro que nos rege!
Ditame que grita no sigilo onde choram discretos sonhos reclinados e absortos, no semear dos dias na inexacta ciência, no estagnar dos nadas éticos onde trazem razões vencidas por ditos ultrajantes, sentenciando todo o território onde a alma se defende...
São as palavras que me afogam cada dia, em festim da irmandade prometida e ficada no vago insensível em mensagens de promessas inomináveis, na carência frequente nos dias que alicerçam as mentiras e difundem a vida sempre, em actividade eufórica!...
Germany 03.03.07
20-PESO DA VIDA ©Ferdinando
Tudo ficou por detrás da fachada da juventude nos dias de riso que dela saíam desprendidos. Dias primaveris, amores febris ficados no passado loucuras que foram a força geradora da mocidade...
Hoje os dias nascem mais tarde e o sol é vago nas paredes se perdeu o branco, vestindo outros dias nas manhãs onde chega a noite, ante os olhos crentes onde tudo se torna uma estação em árido deserto!...
Quantos anos seguindo em promessas falsas como verdadeiro sonhador, em suave realidade onde o vácuo fora palavra intervertida, no cansaço que percorre o império da alma em forma de tristeza como negrume que chega, para ficar em muralha surda...
Restos de vida, sonhos atirados para o esquecimento despedindo-se das horas de ser, em orvalho de saudade que caminha para o nada de olhos abertos, como quem pede à vida contas do espaço onde o coração semeou esperança, nascendo a nudez da árida apatia.
Germany 18.03.07
21 - PORQUE MORREM OS POETAS !... ©Ferdinando
Porque morrem os poetas a cada hora, Quando o sol acaricia mais nossos desejos De ternura e irmandade... Porque morrem os poetas, Quando as ruas ainda cheiram a sangue de punhais! Onde o limar da vida é ressequido, E o negrume é ditado a par da fome Nos dias azedos onde o sol nasce mais tarde!... Porque morrem os poetas Quando ainda não levou a liberdade
À haste mas alta da vida! Porque morrem... Sem levar uma flor á seara da morte, sem um nome Sem uma lápide, uma mensagem de amor, Para lembrar pérolas de sangue, Do esquecimento inóxio... A morte que antecedeu aos sonhos!... Porque morrem os poetas
Se ainda não levou o amor ao mundo inteiro, Não coloriu a tristeza dos pobrezinhos, Não deu a luz do sol á escuridão como quem canta amor!... Morrem os poetas, Porque a carne limita-nos a todos por igual... De nada vale a alma ser bandeira, No mais alto mastro da vida Onde mora a poesia...
Germany 05-06
22 - CONCEPÇÃO ©Ferdinando
Cantando o silêncio das pedras frias como tempo, velhas como a impávida vida em inquietação fermente como algemas de tristeza, poderoso decretar da vida saudades pungentes vestidas em crepúsculos dias.
Mágoas ficadas nas fendas, em rochas salgadas do mar gritando horas tristes ouvidas em coro no festim das sagas. Borboleta vadia que bebe a vaga vertigem no entardecer... cruzadas madrugadas trementes como solidão dos ermos.
Quantas vezes pousei meu olhar no teu regaço apetecido essa magia que cobria com tinta azulada o velho papel do tempo que em clamar atrevido falava em ânsia primitiva.
Mágoas dos dias vividos no amanhecer rasgado das horas... hoje debruçado sobre angústia, indago ainda sorrisos quentes perdidos nas manhãs sombrias, asqueroso defraudar do tempo!
Germany 14.05.07
23-A VOZ DA LIBERDADE ©Ferdinando
Longinquamente mais perto Vibro nadas!.. Os silêncios em diagonal Ferem-me a alma... Este instinto leva-me ao tremor Que sempre habita em mim! Já colhi os amores que sabiam a pão De pródigas manhãs... Vejo charruas libertadas, Com ecos de espaço na minha mente, Onde vibram as emoções apáticas aos sentidos!... Que eu seja a hora germinada Dos dias em que estes versos, Tenham a voz da liberdade...
Germany 09-06
24 -TEUS LÁBIOS © Ferdinando
Sou escravo dos teus lábios, fonte que me mata a sede dos meus beijos ferventes! Sou ave no calor do ninho e adormecido em plena primavera num florir que volta sempre acalentando os nossos sonhos, sopro de paixão delirante, no purpúreo que me vence.
Somos as gaivotas que partem e voltam sempre, papoila primaveril na sedução da rubente luz, vida no canto de mares infindos, nas verdejantes colinas que em segredo me fascinam em cada noite protegendo-te no declínio dos dias mais tristes!
Sonho-me eterno na meninice do teu rosto meigo esse rumor de saudade em escaldante ambição esculpido anseio, alentado na carícia do teu regaço... tudo mais o tempo que nos grita numa irredutível crença, num fulgurar de duas pétalas feitas de cetim, moldando esses teus lábios rubros cor do meu desejo!!!
Germany 27.04.07
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