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PALAVRAS MORTAS ©Ferdinando
Conheci-te no tempo acesso das palavras, como trémulas crianças sonhemos a vida... o tempo das palavras acorrentou-nos na latitude de um embalo de poetar de sonhos... foi na poesia que edificamos nosso leito de emoções num idílio silente como o beijar da brisa.
Ainda no tempo acesso das palavras idealizemos nossa casa a sós mais a paisagem! Demos luz a cada janela escura, e em cada casa triste, plantemos uma flor num calor que alimentava as nossas vidas!
Desse tempo acesso das palavras, hoje tudo árvore despida... sensação de vago... onde a verdade gritou mais que a própria voz, no dia que amanheceram as nascentes.
Agora que as palavras vão no vento, já não são acesas... não te vejo... as palavras morreram com o tempo, como tu morres-te nas palavras!
Germany 01-08-07
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