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MÃOS CANSADAS © Ferdinando
Gritam dilúvios de mágoas no silêncio de um passado nas rugas escritas pelo tempo nas tuas mãos de mãe! És a postura de todos os olhares em palavras só de amor ficadas na idade dos teus sonhos, feitos de primaveras num folhar que a empáfia vida arrecadou para o final
Amaram e foram amadas, sofreram a aspereza da vida moldaram a dor em riso no dizimar do seu lar afável e em cada dia repartiam o pão na vida que ditaram... foram mãos que moldaram essências de amor e ternura afagaram rostos e limparam lágrimas, que as intempéries num condenar sem clemência ditaram o seu crepúsculo!...
Hoje cansadas dizem mil palavras no silêncio desenhado onde descansam, pedindo sossego e dignidade pelo que foram e o que são na cortina de saudade onde habitam... merecem todos os beijos e carícias, numa firmeza de palavras num clamar moldando o seu brilho que fala de saudade!...
Alemanha 08.03.07
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