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FUNESTAÇÃO © Ferdinando
Regressas de novo ao lar que te viu nascer um dia, que abandonas-te em punhal de raiva, num grito insano buscando quimeras que choram contigo a cada hora na ingrata vida que hoje te alberga...flamante saudade.
Abandonada em grito fechado no caminhar do tempo horas vagas estacadas nos dias da vida, selva dos sentidos que te seduziram em fascinante estimulo, cálida desventura marmoreando louca ambição ficada em horas magoadas!
Universo de ilusões em gozos ofertados no crepúsculo em esquinas de orgia, ficadas como sentença no teu destino... ruas de palavras mortas, absorto desenho do pesaroso.
Nesse Holocausto onde a tua húmida carne ainda cheira nos cantos de argila ficados paisagem sobre janela opaca das horas vividas, em agrura de bocas frias como laminas
Germany 20.06.07
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