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1-Grito ! Ferdinando©
Nas ruas tristes da noite, há gemidos sobre as águas poluídas da indiferença que rasgaram a calma ridente dos dias, traçando rios sem palavras nem gestos, sobre o amanhã que dizia mensagens.
Gritos de corpos caídos, desejos ficados verdes no tempo, pois tudo se acabou, numa tumba lisa, com coração crente, onde o tempo desenhou jardins de auroras... Hoje sem uma flor, nem uma lápide !
Corpos inocentes, que falavam do amanhã, arremessados para a sombra do esquecimento ao espanto da noite, no tremer dos ciprestes. A vida olha agora, cansada de incertezas sobre o rasgado cenário, de ter errado tanto !
Germany 18-02-11
2- Em Agonia a Vida! Maria Thereza Neves
Pensei em algum lugar morar pensei que a rua era meu lugar mendiguei carinhos migalhas de pão pensei nos trapos-jornais me aquecer não morrer.
Nesta solidão que banha minha alma nas catacumbas da mente nos esgotos e pontes mesmo assim pensei Ser Gente !
Sonho na noite que encobre a rua que me faz refém-prisioneiro nos restos-sombras-memórias de algum dia a algum lugar voltar-abrigar-estudar...
Na agonia desta vida mendiga ouso castelos criar nas avenidas nada escapa ao meu olhar-desejar só vejo o estuprar das letras dos direitos meus das palavras vazias e ocas.
Tento manter o latejar do sangue gritar o meu padecimento a ferida sofrida dos meus filhos da fome de comidas-escolas dar trégua a mente e mostrar ao mundo QUE SOU GENTE!
Mesmo assim só escuto de volta um eco : ES APENAS MAIS UM INDIGENTE !
3- GRITOS! Maria de Fatima Delfina de Moraes
Corpos estendidos entre marquizes, viadutos. O mundo deveria estar de luto! Gritos de clemência, de fome, de dor... Por andarão as sementes do chamado amor?
Corpos sem sonhos, esperanças perdidas, quiçá em alguma esquina da vida... Almas cansadas, errantes, perpassam entre eles os transeuntes...
Corpos dormentes já não falam do amanhã, em febre terçã pelas sombras esquecidos... Gritos e lamúrias vãs... E das incertezas restaram gemidos.
Rio de Janeiro - Brasil
4- GRITO José Ernesto Ferraresso
Diante da devastação, desmatação, falsidades, intromissão de nosso universo.
Diante das doenças do espírito, que faz chorar e mostra-nos desgraças.
Diante de todos os humanos, dos falsos profetas, que prometem e não cumprem.
Diante da ira que substitui a harmonia que invade nosso mundo e destrói o ser humano.
Diante das desgraças que assola as ruas escuras e leva nossos jovens a caminhos obscuros e perigosos.
Grito em altos brados : Senhor! ... Olhai por nós !
5- MEU GRITO Regina Bertoccelli Preso em minha garganta Meu grito contido jaz Abafo o pranto com a manta Neste momento sem paz Preciso gritar teu nome Não vou mais me calar Um nome sem sobrenome O que importa é desabafar Teu nome ecoa no ar Aliviando minha dor Foi bom poder abrandar Meu coração sofredor
6- GRITO Edna Liany Carreon São gritos... levados pelo vento... Gritos que ninguém ouve, pois, são gritos sufocados, desesperados, gritos esses, que se calam, diante da dor e do medo... Nos interiores de lares desfeitos, pela violência, pela brutalidade, onde impera o sofrimento e não mais a felicidade... São famílias desfeitas, Que outrora, existiu amor e compreensão, agora somente dor e decepção... O que pode levar um ser humano a tratar o outro ser, a quem tanto amou, de uma forma cruel e desvairada? Como pode maltratar e espancar, a companheira, sem ao menos querer conversar... Como pode? Se ontem se amavam... E hoje se sufocam... Edna Liany Carreon 30/11/2003 Ciranda Brasil-Portugal
7- GRITO DE UM POETA Mifori
Todo grito sufocado, fruto da saturação, é um grito reforçado redobrado na explosão.
Este poeta grita forte contra a impunidade, vai gritar de sul a norte, pela sua liberdade.
Chega de imoralidade de se ater ao que convém, e de falsa caridade, sem coragem de ir além.
Quer mais luzes nas janelas respeito, e hombridade, livre visão a todas elas, com justiça e seriedade.
8- MEU GRITO by Penhah Castro
Um grito mudo sempre sai da minha garganta de tudo em volta que me desencanta... Sei que não posso mudar o que fora de mim está... Não posso mudar a miséria mesmo dando esmolas
que a ninguém consola... Não posso acabar com a fome mesmo dando alimento para muitos sem nome...
Não posso acabar com a dor... Não posso acabar com nada no meu exterior... Mas posso passar o meu conhecimento durante a minha vida, e em cada momento... Posso acrescentar ao meu modo de pensar posso ser humana e caridosa , munindo-me de coragem, para gritar e despertar a consciência de um governo onde falta muita decência.. A uma estirpe de ladrões que somente para o mal eles dão as mãos... Eles agridem as florestas, atrapalham a ecologia, exercem a corrupção, e, ai vem os desastres pela ignorância dos representantes da nossa nação... E, agora quem é o culpado?
9- CONFISSÃO Theca Angel
Quantas sombras vagantes nas sarjetas Pequenas almas ceifadas pela pobreza Seres a quem o futuro foi negado Seus sonhos sem presente ou passado Num futuro inclemente foram jogados...
Pobres corpos ressequidos pela fome Poças d´água lúgubres foram seu berço Seus olhitos não viram da vida, um terço Colhidos que são por morte incongruente Sombras no futuro a bailar frente a mente.
Sem lápide, em cova rasa amontoados Nos cobrarão sua agonia do passado. Talvez esquecidos nomes, origem, data São inocentes que deste mundo descrente Se foram, eivados pela pior dor que mata.
Tão mesquinho o gesto que era esperado A mão estendida, a carícia, o prato quente... O que faço Deus ante tal miséria demente O que faço que meu braço não alcança.. Para entregar-lhes um naco de eserança!
10- O Grito J..R.Cônsoli
Eu vi o dia terminar e a luz desaparecer!... Eu vi a noite adentrar o vazio do mundo. Eu ouvi gemidos de crianças e gritos de mulheres desesperadas. Eu vi pessoas e animais agonizantes. Eu vi a perfídia humana sorrindo sobre os cadáveres amontoados. Eu ouvi o barulho das bombas e o crepitar das labaredas. Eu vi paredes caídas e fumaças sobre as cidades... Eu vi imagens de crápulas dizendo quantos mataram, e quantos iriam matar... Eu só ainda não vi o juízo do tempo!...
11- GRITO MENINO DE RUA Menino de rua, sem futuro, sem destino Abandonado, vagas ao leu, em desatino. Nada podes esperar do teu incerto porvir. Muito choras, pouco tens que te faça rir.
Vítima de um lar sem berço e desfeito. Lançado à rua, sem um beijo nem carinho. Buscas em desespero um rumo em teu caminho, Mas tua bússola só te leva a atos mal feitos.
Só te viram as costas nesta nossa sociedade. Não te dão chance de alcançares a felicidade. Sem abrigo à noite, tens por teto apenas a lua. Pobre menino de rua, que triste sina a tua.
AryFranco
12- GRITO Elvira Almeida
Solta-se o grito do oco da minha alma! É noite, longe da alvorada …
O eco dos passos que se afastam no vazio, sugam dos meus olhos a lágrima libertadora da solidão!
Estou cativa!
O brilho em meu olhar já se apagou; não distingo mais o ribombar da trovoada da dor apertada no meu peito!
Incursões ao arco das mil cores ao som da gargalhada cristalina que morou na casa da nossa paixão, já só me levam à paisagem da terra queimada suspensa sobre o abismo!!!
E grito! Porque renasci contigo e porque morri em ti... …mas ainda sonho com pássaros de papel colorido!
20 de Fevereiro de 2011 EA
13- NÃO ME OLHEM COM DESDÉM Eri Paiva
Olhe a pipoca quentinha Que água na boca dar! Algodão mais do que doce... Que bom se a vida assim fosse! Quem compra prá me ajudar?
Não me olhem assim... Desse jeito, com desdém! Tenho alma, coração, Sou filho de Deus também!
Não é por um querer meu, Nem também sei de quem é, Que na rua sempre estou... Mas eu peço e boto fé, Na madame e no doutor.
Compre, senhora madame, Um saquinho de pipoca!... Mesmo estendendo a mão, Seu coração não se toca? Eu boto sal a seu gosto E manteiga se quiser... Tem certeza que não quer?
Deixe uma coisa eu dizer: Para nascer não pedi, Mas peço para viver. De fome sei que não morro Mas de desdém... pode ser!...
Em 03.08.2008
14- GRITO Fátima abrantes Grito...como poucos gritos há na explosão de minh'alma que não pode suportar. Versos e anversos repetidos na enseada de dores convertido, para que os há? Se ceder já não é contigo, nem fazer-se bálsamo de um amigo, razão não há. Se na algibeira carregas o amor reprimido ainda que desmedido, mas só lá está. De que serve meu longo grito se na platéia não há quem o haverá de escutar...
15- O GRITO Fernanda Araujo
“Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, escutai a minha voz! Vossos ouvidos estejam bem atentos ao clamor da minha prece!” (Sl 129/130)
O poço é fundo escuro e assustador A angústia me sufoca. Senhor, cadê sua mão? O Senhor não é a Luz? O Senhor não é o Caminho? Veja quão grande é minha dor e pequena minha fé. Mas tento rezar... Então grito bem alto E o Senhor escuta meu grito que saiu da alma!
16- GRITO CONTIDO Luzia M. Cardoso
Eu queria falar, com nostalgia, de minha infância inocente, quando, aos pulos da amarelinha,
sorrindo, eu corria. Tinha a boneca na mão e meu irmão rodando pião.
Eu queria falar, com alegria, do raiar rebelde de minha juventude, quando o corpo sussurrava ao amor que surgia. Tinha as conversas no portão
e os beijos roubados de supetão.
Eu queria falar das flores sortidas, pequenas, grandes e perfumadas, onde bailavam borboletas coloridas. Tinha abelha e zangão e outros bailarinos de plantão.
Eu queria recitar poesias de amor emocionada por sua grandeza, com rimas levadas libertando fantasias. Ter estrelas a calar a escuridão e o luar a viajar na imensidão.
Eu queria tanto dizer doces palavras, permitir sonhos e esperanças. Hoje, porém, eu não posso. Há tantas almas perdidas na multidão, tantas outras mutiladas pela solidão.
Eu não queria falar de mortes, mas foram silenciados os gritos em luto no Haiti. São raras e caras as vidas perdidas lá. Altos são os juros das tantas somadas além. Tem ainda os dividendos das que ficam neste, que é aqui.
Eu não queria falar, mas não calam poetas noites que choram trevas marcadas por dor. Gritam Chico, Manuel, Cecília, Dias... - Esconda-se povo, desse insaciável devorador!
Eu ainda queria as mais belas e puras figuras trazer. Se fosse artesã ligeira, estrofes inteiras eu poderia tecer. Rápida e voraz é a caçadora, e escondê-la o poema não permitiria. Predadora é a fome que mata, e mata mais do que qualquer estranha força mataria.
Do livro "Engajou-me a Poesia" RJ:CBJE, 2010 http://evivendoquesevive.blogspot.com
17- GRITO Pinhal Dias
Quisera eu gritar bem alto Com amor acreditar Visão guiada no planalto E adormecer nesse lugar.
Um grito suou mais alto Que refez a madrugada Acordei em sobressalto Por essa forte trovoada.
Trombeta não foi desejada Outros gritos fazem sentido Soletrou a sua amada Num grito comprometido
Pinhal Dias (Lahnip) - Amora / Portugal
18- SOLTO MEU GRITO Maria Tomasia
Solto meu grito, tão condoído, ao ver tantas almas sofrendo; jovens com o futuro já corroído, às profnndezas vão descendo.
São os pobres coitados da vida que vivem soltos e à míngua, sem terem sequer restos de comida e até de água, para molhar a língua.
Todos enxergam, mas não fazem nada, passam sempre em disparada, principalmente durante a madrugada... alguns, dão até risada.
Pela tristeza que invade meu coração, grito ao mundo para dar uma olhada nessa pobre gente sem direção, dando-lhe comida e tirando-a da calçada.
19-GRITO Cássia Vicente Minha garganta dói, quer gritar! Minha mente desmente a verdade, camufla a dor, finge que é hora de sorrir. Questiono. Por que me enganar? prefiro feri-la até sangrar machucar ouvidos e sentir que o vento leva meu lamento pra bem longe. Grito! Desabafo num só lamento! Não lamento ferir, prefiro repartir a dor... Espero que algum ouvido me escute e venha me curar.
20- GRITO Cel (Cecília Carvalho)
Pelas ruas onde ando, almas tristes perambulam como se estivessem sem vida, sentem fome e frio, mais não reclamam.
Sobre o corpo, trastes mas na alma apenas eles sabem o que guardam pequenos órfãos da vida ...
Pedintes de fome, não violam as leis não roubam, não agridem, sequer ficam nus, apenas andam pelas ruas nuas, como eles ...
No peito, um grito, sufocado, pela própria inércia de vida nas calçadas, morto, como eles ...
21-GRITO! Marinez Stringheta/Mara poeta
O pior grito é o preso na garganta Não tem forças pra sair Queda-se exausto Enquanto vozes mudas Pedem socorro E ninguém ouve Clamam por um pouco de atenção E ninguém ouve Lágrimas caminham pela face E ninguém vê Face marcada, olhar sem brilho E ninguém vê Ninguém mais tem tempo... Ninguém mais doa O mínimo que seja do seu Amo Por medo de nada em troca ganhar Por medo, não sai do lugar Egoísmo... Individualismo... Impedem que o grito tenha resposta.
Botucatu/SP/Brasil 21/02/2011 – 02h20min
22- Emudecida Maria Granzoto da Silva
Tanta injustiça no mundo Torna-me embrutecida! Um estertor tão profundo, Tira o sentido da vida! Injustiças Sem milícias... Sonhava e tinha a certeza Que havia honestidade! Nunca vi tanta pobreza Pontuando as idades! Corrupção Sem punição... Tamanhas as falcatruas, Circula nos palácios suntuosos Conchavos em plena rua Sem que fiquem receosos! Pobreza Sem nobreza... Tamanha a indignação Latejando em minhas veias, Explode meu coração Ataram-me como em peias! Meu grito, Busco seu eco no infinito...
Maria Granzoto da Silva 20-02-2011
23- MEU GRITO Rita Rocha
O dia ia claro quando você me apareceu Trazia estampado no rosto as marcas da noite de orgia... e meu sangue ferveu. E o grito sufocado na garganta Num tom implacável, explodiou, e até me surpreendeu...
Todo entorno pode ouvir. Importava-me nada o que pudessem pensar... Meu sonho tinha acabado ali... Seu aspecto horrível foi o primeiro a te entregar.
Não suportando tamanha humilhação Em alto e bom tom gritei indicando-lhe a saída. Você saiu cabisbaixo sem forças pra se desculpar. E eu fiquei sozinha tentando entender a vida.
Não ficara nada das horas de felicidade. - Nada ficara dos lindos sonhos vividos. Mas o tempo passou e a vida mudou... E a força de meu grito ainda é sentida Faz parte da mudança total de minha vida!
Rita Rocha Santo Antônio de Pádua, 20/02/2011
24- MISÉRIA Mary Jenny Na minha aldeia, Correm crianças mal vestidas E descalças tiritando de frio. Rostos famintos, olhos meigos Como a ternura das manhãs. Divertem-se correndo, brincando Sem brinquedos, nas bermas tristes. Nunca sentiram o calor do sol Aquecendo a frieza do seu viver. Muitos sem nome sem pais nem lar... Filhos da desventura, e de ninguém... Germany
25- GRITO Isabel Passos
Ao vento grito, em silêncio, palavras de desalento quando, ao arrebol vislumbro, deitado sobre cartão aquele menino sem lar, sem afago, sem pão.
E quem lhe ensina o caminho do bem? E que espera ele do amanhã? Isso que importa se a sua esperança é vâ?
Já teve pai, já teve mãe, que se perderam em charco de vida imunda, e um pedaço de si esqueceram. E a seguir outro virá, mais um ao Deus dará. E assim, sem culpa, anjos se transformam em vagabundos.
Em lágrimas de dor, eu grito, e suplico ao Senhor por esses meninos indigentes, pobres vítimas inocentes!
Lisboa/Portugal
26-GRITO Ervin Figueiredo
Um grito que soa, Alguém que reclama, Não tem sua cama Num tempo que voa, Ninguém mais se ama, Meu nome não chama, Nenhum som ecoa. Se apaga a chama, A ferida inflama E o sangue escoa... Caídos na lama, Se arrasta quem clama, Não é mais pessoa, Da raça humana Sobrou só a fama Que já não é boa...
21/ fev/ 2011 Americana/ SP
27-GRITOS CALADOS Luis da Mota Filipe
Gritos calados…
Que carregam solidões, Que transportam sofrimentos, Que guardam desilusões.
Gritos calados…
Que bebem das lágrimas, Que comem das agonias, Que respiram das mágoas.
Gritos calados…
Que vivem com os segredos, Que dormem com as correntes, Que acordam com os silêncios.
Gritos do dia, da noite…
Gritos do amanhecer, do anoitecer, Gritos… tantas dores, tantos ais, Abafados… apertados… escondidos… silenciados;
Gritos calados!
Luis da Mota Filipe (Sintra - Portugal)
28-O GRITO Maria José Zovico
Sozinha, pregada ao cais do porto, Um grito rouco morre na garganta... Meu olhar misto de perdido e absôrto... Vejo o barco afastando...e a mágoa é tanta!... O grito ecoa na alma e na solidão... Não consigo sentir dor nem ais!... Foi de tanto amor... porém tudo em vão! Porque bem sei não voltarás jamais!... Não imaginei que fosse terminar assim!... A saudade se encrusta em meu coração E o grito abafado, levarei enfim... Posso gritar, mas não escutarás Estas longe demais... te perdeste de mim!... Malograrei... e tu, como viverás? Maria José Zovico ( Zezé)
29-A cor do meu grito Maria Thereza Neves
Não importa quantas cores existirem nem todos os arcos ires aparecerem Vermelha é a cor do meu grito!
Do sangue que jorra das lágrimas que escorrem pelos oprimidos sofridos!
Bebo um gole do meu reflexo amargo horrível bebo a cor do meu grito
Vermelha é cor do meu grito! Do sofrimento sem nome com gosto de fel que clama por fraternidade.
Trémula, encolhida dentro do meu espanto quero gritar a única coisa que posso fazer é sangrar!
Vermelha é cor do meu grito!
Mastigo todas as imagens, tento engolir todas as dores mudar as cores
Sou palavras sem sentido janela sem vidro para que meu grito seja por todos ouvidos.
Vermelha é cor do meu grito!
Juiz de Fora/26/05/2003- 14:36h Maria TherezaNeves
30-GRITOS DE MEDO Naidaterra
São tantos os meus gritos, que as vezes me vejo perdida na imensidão dos dilemas e das dúvidas... Grito pela criança violentada que chora, pelo idoso que só lhe resta o nada... Tenho medo do que está por vir diante de tanta miséria, falta de humanidade, guerra, poluição, destruição, fome e falta de religião... Medo de acreditar no próximo e ser traída, enganada... GRITO!" Pela cura das doenças, tráfico de drogas, pelo nosso planeta Terra, hoje vestido de palhaço triste sem alegria e emoção... Hoje eu tenho medo e grito pelo do nosso futuro, incerto e obscuro...
31-MEUS GRITOS... Nivaldo Ferreira
Da cripta sepulcral saltam-me os versos, do meu peito arfante, os versos transpiram, e desse asco suor, filetes se criam, rasgando a carne podre sem adversos...
Pois não vejo mais o celeste céu, angaria-me essa escuridão aos gritos dementes sem compaixão, onde vou rastejando nesse ilhéu...
Ah essa dor no peito quebra os ossos e na garganta um gosto amargo fica, lambe-me a face a dor que ramifica, quão nocivo cancro que toma posses...
E, sob a minha lápide sem cor, saltam meus gritos, no ápice da dor
( Nivaldo Ferreira )
32-MEU GRITO Renate Emanuele
É o grito apavorado de quem sofre Neste caos que leva todos à morte Está jogada a cartada, nossa sorte Ganhará o poder da casta "nobre"
Entregue a munição ao imprudente Do povo retirado com argumentos Implora as vítimas em sofrimento Ouvidos tapados, não somos gente
Leis são aplicadas ao povo pequeno Vítimas desgraçadas da falsa sociedade Deste gordo governo e sua imoralidade Que sagaz, não bebe de seu veneno
Amaldiçoado seja pão que não reparte Este pão que é o suor do povo pobre E que só farta a mesa do mais nobre Que o corpo do egoísmo não se farte
É nesta aflição do povo que trabalha Está o padecer de criaturas inocentes As mulheres, crianças e adolescentes As maiores vítimas do governo canalha
33- GRITO Celia Lamounier de Araujo
O corpo suado e cansado que a alma lacera não quer seguir os caminhos pois sabe que a vida é morrer.
Morrer aos pouquinhos ferir-se em espinhos através do tempo Morrer aos pouquinhos bebendo o licor que o dever oferece em todo momento Morrer aos pouquinhos engolindo suspiros humildes e lentos.
O corpo pesado e temente que a alma intentava fazer mudar, doente jazia com um GRITO-sufoco preso no ar.
Viver é querer Viver é morrer A alma e o corpo dois GRITOS contrários que vão se anular.
www.celialamounier.net
34-GRITOS QUE NÃO DEI... Gislaines Canales
MOTE: Glosando José Maria Machado de Araújo
Minh’alma é tão conformada, que, às vezes, nem mesmo eu sei se a minha angústia é causada pelos gritos que não dei!... Minh’alma é tão conformada, é calma e dona de si, nunca reclama de nada e até chorando...sorri!
É tão grande a nostalgia que, às vezes, nem mesmo eu sei se é tristeza ou alegria, se sou plebeu, ou sou rei!
A minha noite cansada não sabe, nem quer saber, se a minha angústia é causada pelo ocaso do viver.
A nostalgia que eu sinto, distante do que sonhei faz-se de ecos, eu pressinto, pelos gritos que não dei!...
gislainecanales@gmail.com
35-MEU GRITO Glória Marreiros
Deixem-me ser quem sou e nada mais! Que importa este meu grito de desdém Quando oiço, agonizante, aqui e além, O canto trespassado dos meus ais. No pranto das carícias há sinais De visões doutros sonhos, que também Alteram esta dor que me sustém Se o vento me pergunta: Aonde vais? Vou ver essas cascatas que eram puras E agora são meu charco de amarguras, Que a vida revirou e pôs do avesso. E sem saber quem sou, o temporal Leva meu grito inerte, e sem sinal, Num rio onde o caudal é forte e espesso.
Portugal
36-GRITO ! Maria Olga de Oliveira Lima
Eu grito! Eu grito! Encho o peito de sonhos! Acordo na noite e grito também.
Só peço você! Só quero você, Meu Bem!
Venha me trazer A noite de Amor O teu bem querer, Que por tempo espero E muito... esperei....
Vem completar A cama vazia, Trazer-me alegria! Vem ser meu Arlequim!
Carnaval está aí... Mais sonhos chegando... Amores amando...
Vamos sonhar!Vamos voltar! Recordar é Viver!! Fazer florescer todo o Amor Tatuado em nós, Realidade maior Sorriso sem fim...
Fim de paquera! Fim de espera! Fim de fantasia!!
Deixe-me gritar! Pôr pra fora a euforia Alegria fluir... no fundo de mim Também de você.
Hoje... amanhã... semana que vem... Gritar por teu nome! E nesta folia
O Mundo Entender
SÓ AMO VOCÊ!!
37-OUVE O GRITO Muriel Elisa Távora Niess Pokk
Ouve o grito do meu coração Ele chama pelo amor verdadeiro Por alguém que me entenda Que por bobagens não se ofenda Que se dê a mim por inteiro
Registra em cartório
38- O GRITO Rute Seubert
Diante de um pronto socorro hospitalar. gritos meus não ouviram falar. Naquele fatídico dia, eles se fundiram, e com a tamanha dor se perderam. Quando vou ser eu novamente, Para ouvir minha consciência. Será que está a me faltar paciência? Tenho medo, sinto saudades. Porque não decifro certas verdades, ainda enrustidas na humanidade. Grito para que tenham piedade. E tragam você de volta para mim. Só assim esta dor terá fim. Quantos gritos mais tenho que dar... para aliviar meu coração. Desta, triste separação.
39-SURDOS GRITOS (Susana Custódio)
Afastou-se toda a solidão em mim Na feliz chegada do teu carinho Ocupando este sereno jardim Enlaças-me as flores pl’o caminho
Entretanto instalou-se a mentira Pressagiei-me entre a espada e a parede Entre uma e outra dei azo à ira Enrolada nas malhas da tua rede
Em surdos gritos o coração esfria Dos teus crimes tenho dor recente Foram-se os dias de pura alegria
Ferida p’la farsa, sinto a dor da espada Ordeno-te da minha vida ausente Já que esta é a sorte em mim ditada
Portugal - Sintra - 22 de Fevereiro de 2011
40-GRITOS DA LÍBIA! Humberto Rodrigues Neto
Quando um povo, talvez por negros carmas, vê de um governo a liderança tíbia, faz do grito inflamado as suas armas, assim como acontece hoje na Líbia!
Vivendo a mais ferrenha ditadura, que ali já passa dos quarenta anos, mira em Kadafi a tétrica figura do mais cruel de todos os tiranos!
Grita o operário, num clamor aflito; e a professora, por melhor salário! E gritam todos, pois a arma é o grito contra um biltre corrupto e sanguinário!
Numa atitude própria dos malditos espaventa os beleguins de sua canalha e faz calar a voz de ordeiros gritos no pipocar dantesco da metralha!
Que Deus dê um basta ao que acontece lá! Não mais sangre esta lira o que demonstro e que recaia a maldição de Alá sobre a figura horrenda desse monstro!
41-MEU GRITO Lígia Antunes Leivas
Escrever... Encarcerar a palavra... Morta no papel, ela deixa de viver ativamente na oralidade que a mantém viva. Encarcerada, porém, a palavra é meu grito: grito que em silêncio soa alto dentro de mim! Um dia haverá em que ela se sublevará, bradará... terá eco! - E eu?... - Eu serei LIVRE!
Pelotas, RS, BR
42 - GRITOS NÃO OUVIDOS Maria Luiza Bonini
São os gritos não ouvidos Da urbe tão pobre e tão sofrida A se confundir com tênues gemidos Dos mais fracos, marginalizados pela vida
São os gritos não ouvidos Que me tornam cúmplice, nessa caminhada Onde escrevo em meus versos doloridos Da tristeza dos irmãos a viver sem nada
São pelos gritos não ouvidos Que brado ao mundo pela paz tão desejada Onde a ganância, impoluta, fez morada
São pelos gritos não ouvidos Que sofro e continuo a nutrir a esperança D'um certo dia, vir a ressurgir toda bonança
São Paulo/Brasil
43-Um grito ao longe... Nídia Vargas Potsch Cordas vocais adormecidas por longo tempo sob o jugo da tirania... Nem sabem mais se expressar a contento. Mas os olhos, estes sim, a fitar o longe, as misérias ocorridas nesse meio tempo, piscam e se fecham com verdadeiro asco, horror reprimido, esmagado pela violência das desgraças cometidas... Onde o ânimo pra reagir? O enfraquecimento moral contaminou o pensamento e o medo bateu a porta querendo entrar... Não existe morte dos sonhos apenas um adormecer temporário, para que resurjam com maior vigor com a energia de um renascer das cinzas, depois de uma catástrofe... Será que gritar é o suficiente ou apenas um desabafo que preso está na garganta e se liberou instantaneamente? Não há como saber... Mas, é o natural começo de tudo! @Mensageir@ Rio, 24/02/2011
44-UM GRITO Regina Coeli
O que será dos pés em torta via Sob um azul de céu que ninguém vê; O que será de cada um porquê Ignorado e morto à luz do dia?
O que será da Terra, em noite fria Seu coração chorando um não sei quê, Enquanto a lua espreita e até descrê Floresçam flores onde flor havia?...
O sol clareia, e o mundo envolto em treva, Nem vê que, sobre o mar revolto, estrelas Piscam num brilho, e a alma, então, se eleva...
As esperanças ergo aos céus, e tê-las Faz-me de pé, enquanto um grito ceva O meu sussurro em ais, pra não perdê-las!
Cartas de alforria Escritos de Regina Coeli
45-GRITO Roze Alves Travado em minha garganta Sufoca-me tirando-me o sentido Forço tua saída, cerras-me a jugular Fostes colocado aí pelo ingrato amor Coragem faltou-me de revidar o ato O tirano foi sem para trás olhar Grito bem dado, alma eternamente lavada Grito calado, punhal na alma cravado Amanhecer-M RJ: 23/02/2011
46-MEU GRITO Sandra Rahal
Meu grito é pela liberdade Meu grito é pelo amor Meu grito é um apelo Meu grito é para pedir ao homem para pensar, Em tudo aquilo que fez para a natureza se rebelar Revolta das águas revoltas Revolta de cinza no ar Revolta do fogo queimando E a tudo eliminado sem nenhum rastros deixar. Meu grito é contra a guerra Que de sangue muito já cobriu o chão Criando rios de lágrimas e partindo o coração ... Grito em silêncio e grito aos ares Grito de tristeza e grito por amor Amor à Deus e à Alah Para que o homem compreenda Que sua sede de poder pode a vida acabar !
47-GRITO Yeda Araujo Pereira
Um grito distante ecoa no infinito na busca incessante de socorro... para vencer os males da vida... para vencer os medos da morte... Um grito de dor tangente atravessa montanhas, navega rios, despenca em ruidosas cachoeiras... sobe às nuvens e cai como gotas de chuva, geladas, insistentes, umedecendo o coração aflito! Um grito de alerta predomina... sempre... em meio ao desafio de um ser mortal, apenas!
Pelotas/RS/BR
48-JANELA DO GRITO MÁRIO MATTA E SILVA
Cada noite tem seu cintilar nas lonjuras da vigilia há um pássaro que canta uma mulher em agonia a desvairar no ar lívido do tempo que o tempo devora. Há o alindar das flores e a lua cheia encanta na sua luminosidade o resto é a verdade que se sustem e o soluço que vai e vem apavorado. Tudo se revolta no ar e as estrelas geometrizadas vão dançando enquanto a noite se estende na enfermidade da loucura onde se suspende o sono e no abandono do lamento chega-me lento o teu olhar e eu, em fúria de tormentos abro a janela onde vou gritar! PORTUGAL
49-MEU GRITO Antonio Cícero da Silva(Águia) Vivo a muito gritar Por paz, tranquilidade e amor Na esperança de melhores dias Para todo o mundo, com harmonia. Grito com força total Em busca de melhores dias E pretendendo ao melhor alcançar Grito sem jamais me cançar. Grito em favor da paz Que é riqueza sem igual Que faz muito bem para a vida É saúde total para o mundo...
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