|
01- MEU RETRATO ©Ferdinando
Quando te fito, a saudade se senta a meu lado e olhamos juntos a sombra do meu Ser amarelecido pelo tempo, e vencido pelos anos cavando em mim as rugas que moldam este rosto numa mágoa, que ficara num esboço evasivo num clamar de voz enrouquecida pela tormenta só me fala agora, outra linguagem retractada em ti...
Vejo-me pálido, como o papel que fora outrora colorido, nos verdes anos tão distantes que recordo ainda, na saudade da poeira dos tempos que a vida não alcança nunca mais, na trajectória de discursos mudos... como o florir primaveril, que só me visitou para seguir em horizontes de ilusão, e em punho de raiva!
Sou a vida no nascer do outono na fantástica noite que atraiçoa sem palavras este meu Ser na nudez que me arremessou na selva de cimento oblíquo... serpenteando a vida ilusória que atanazou meus dias!... Sou este retrato em sombra do passado, num tempo de cinza da fogueira que aqueceu este meu sonho.
Germany 07.12.06
02- RETRATO ANTIGO Raquel Caminha (Lindinha)
As lembranças do passado, sonhos fantasiados, reflexos de uma vida feliz. Em uma foto são retratados, uma fotografia antiga, reporta reminiscências,mantém viva as lembranças, retrata nossas vivências. Ela reproduz cenários, traz para o nosso ambiente, datas marcadas em calendários, e apesar de desbotadas, sublima o amor da gente. Ela transmite a sinceridade, a pureza e a lealdade, de tempos marcados por bondade. Os rostos refletem, as asperezas da vida, as incertezas do amanhã, e o ardor de cada lida. São recordações valiosas, que a gente guarda no peito, de amizades, amores, que passaram, e não voltam, não há jeito.
Fortaleza, 14 de maio de 2005 03- RETRATO (Tarcísio R. Costa)
Encontrei nos meus alfarrábios Um pedaço do meu passado, É um retrato antigo, Já amarelado, mas intacto...
Como hoje, mostra um olhar de tranqüilidade, Mas, já com vestígios de saudade... Olho-me no espelho, comparo-me No ontem e no hoje, Vejo no retrato, a verdade.
Nele eu era apenas mais jovem,
Porque nada mudou na minha alma. Não importa para mim o que ficou, Continuo a amar a vida, a acreditar,
A ter esperança, a ter amor.
O que vem à minha mente, do passado, São flashs de um viver, que me enternecem, Nada do passado me entristece, Apenas, sinto saudade.
Uma forma de reviver a felicidade É sentir a natureza tem as mesmas cores, É saber que eu amei e tive muitos amores E que eles fluem minha saudade. 04- TEU RETRATO Lara Cardoso
Fora de foco, teu rosto invade meu pensamento como lembrança de um dia que se foi e jamais voltou Emolduro a suavidade de tua boca e capturo ainda o franco sorriso que não cai no esquecimento...
A imagem parece viva ainda que o tempo a tenha feito apagada, e guardo em mim o negativo como o barco que fica à deriva, em busca da paz, para o coração cativo;
Ainda fecho os olhos tentando não vê-la, mas fica em mim como fita adesiva e aparece estampada tal como o brilho de uma estrela iluminando minha madrugada, como se fosse foto recém tirada de um amor que não terminou...
Brasil 10/12/06 05- A FOTO QUE PUDE COMPOR! Bernardino Matos.
É muito comum se dizer,sem compromisso, como eu gostaria de 20 anos a menos ter, com a experiência que adquiri, como se isso, mudasse alguma coisa, nesse nosso viver.
O meu retrato de agora reflete minhas vivências, que eu as repetiria, pois o que sou agora, o cansaço estampado é a soma de minhas anuências, do que eu pude viver, eu repetiria meu outrora.
Meus erros, minhas falhas, minhas ilusões, são trechos de minha história, da realidade, que pintou no meu caminho, das emoções, vividas, dos amores tidos, de minha verdade.
Hoje, não tenho do que reclamar, o retrato, está envelhecido, mas a alma não, o desafio, é o mesmo, se me sinto abandonado, relegado, a um segundo plano, são águas do mesmo rio.
A paixão é a mesma, a vontade de empreender, continuam presentes, inclusive sua intensidade, a diferença está nas mudanças normais do viver, o brilho do olhar, o desejo, estão de acordo com a idade.
Dizia um amigo meu, professor da Universidade, cercado de jovens lindas, meigas, afetuosas, a vida é sábia, o coração muda de velocidade, as limitações são sentidas no vagar, são carinhosas.
Portanto, quando me olho no espelho, envelhecido, não tenho aquele surto de saudade, não importa, uma ruga a mais ou a menos, ou o tempo vivido, amores passados, recordações,tiveram sua porta.
O amanhã, o tempo que resta viver , não desbotarão, meu retrato, a amplitude do meu sorriso, seu alcance, estão na intensidade do meu olhar, na qualidade da emoção, o restante do caminho será de alegria, não de revanche.
Eu tenho a cultura que pude adquirir, as filhas que pude ter, a fotografia que pude compor, nunca lutei por riqueza, sempre me importou o amor, a entrega, o enternecer, a felicidade está dentro de minhas limitações, não há tristeza.
Fortaleza, 10 de dezembro de 2006. 06- A FOTO. (Sávio Assad)
Enviei minha foto a você e recebi de volta, Minha felicidade foi tanta ao enviar-te que, Não esperava recebe-la de volta,numa conta Inativa e parada no tempo, como nosso amor.
Não sei o que dizer, mas fiquei triste. . . Uma dor subiu ao meu peito, não deixando Respirar, olhando perplexo a tela imóvel, Implacável e terrivelmente fria a gelar meus olhos.
Lagrimas brotaram caindo em meu colo Minhas mãos se negavam deletar o e-mail Minha cabeça relutava para entender Onde você esta, por onde gritar seu nome?
Cambaleando, levantei e segui para o silêncio Sombrio e tenebroso do meu quarto solitário Sombras a me gritar... Ela partiu, ela partiu. Num estalo contínuo abri o msn, e você sumiu.
Niterói - RJ - 07/11/2006
07- APENAS UM RETRATO ©Gaivot@
Foi amarga a experiência que me levou dias de alegria Nostalgia sem fim em ápices de loucura Um tal de fazer e desarrumar as malas Que abalou-me a vida já toda sem estrutura
Nada restou-me além de uma simples moldura Pedurada na parede fazendo vistas à rua Onde passantes podiam se deleitar olhando A tua imagem no retrato e a minha vida nua
Nua de amor, nua de vontades Nua de prazeres, nua de cantares Tristemente iludida, perdida no vai e vem dos dias Contados alucinadamente, acreditando que virias
Noites perdidas em pensamentos fogosos Madrugadas inteiras a construir castelos Ideia fixa de um amor sincero Hoje apenas um retrato a relembrar flagelos
Deixo-o alí, bem exposto aos passantes Não te esqueci nunca, nem por um instante Ficou sozinho na moldura velha Pois a olhá-lo tua crueldade me revela.
Eliana Braga Gaivot@ 10/12/06 Campinas/SP/Brasil 08- OLHANDO TEU RETRATO VI O MEU. ANGE
Olhando teu retrato vi o meu, lembranças de um passado feliz de sonhos sonhados,fantasiados nenhum realizado ....
Olhando teu retrato junto ao meu peito apertei, chorei de saudade um amor que foi meu. Hoje tenho rugas que o tempo deixou por chorar um amor que se foi...
olhando teu retrato olhei o meu também. ja amarelado pelo tempo ficou. Retrato repleto de outonos, sem o sol do verão, sem flores da primavera apenas o vento frio outonal anunciando que o inverno esta chegando...
Olhando teu retrato ja amarelado, vi o meu e chorei !
Ange dans la Veritable @NGE Brasil 09- O TEU RETRATO Fernando Reis Costa
Olho o teu retrato... Nele vejo um rosto meigo e doce; Um sorriso de farta formosura! E nos teus lábios relembro a doçura, Com desejo louco por um beijo Lembrando o tempo ido, de ventura!
Olho o teu retrato... E...ao olhá-lo suspiro e solto “ais”... Como criança que chora por seus pais (de amor carente, triste, abandonada!...) Ao ver o teu retrato, sinto, enfim... Que ser feliz, assim, era demais!
Olho o teu retrato... Quanta saudade, quanta emoção E hoje, e amanhã, e sempre, Num eterno e sepulcral silêncio! Nele vejo que a força da razão, É vencida pelo sentir do coração!...
Portugal-10.12.06 10- RETRATO ANTIGO Lúcio Reis
Olho-me na moldura e fico pensativo e interrogando, pergunto-me: o que os anos a mim fizeram? Sulcos em minha face colocaram quase tudo estragando, mas de lá de dentro vem a resposta compensadora, a explicar e a tudo justificar, dizendo-me que a trilha foi e é de gloria, amigos juntei e com isso para um mundo melhor uma obra iniciei. Os cabelos grisalhos, como à época dos gregos, são fios de louros, de uma especie rara, pois branca e não verde, que o Deus do tempo nos coloca sobre a cabeça, para dizer-nos que quase já estamos concluindo a faculdade da vida. Olhando outra vez o retrato antigo, percebe-se nitidamente que aquela insegurança da mocidade, foi desaparecendo com o avanço da idade e, que a pedras e tropeços no caminho, formaram cicatrizes que foram substituidas por dias felizes As realizações e conquistas, principalmente aquelas relacionadas com o sentimento da paixão e de competência do coração, agora já concretizadas são o diploma a ser emoldurado e na parede colocado ao lado do retrato antigo, para finalmente fazer-se a comparação: trilhei a estrada da vida, amigos encontrei e os mantive, vivências troquei, paixões e devaneios, ilusiões e desilusiões foram ingredientes que me transformaram para que hoje afixe na parade um atual retrato que amanhã, quando meus netos olharem, dirão:O Retrato Antigo do vovô.
Belém do Pará 08/12/06 11- BAU DE RECORDAÇÕES Célia Jardim
No armário, tantos papéis antigos, fotos amareladas quem neles toca, nada sente, nada vê, não dizem nada só eu posso sentir em cada um, um pedaço de uma história coisas que um dia sem que eu queira podem se esvair da memória
Guardados com carinho, amarelecidos pelo tempo já passado emoções, que voltam enternecendo um coração cansado lágrimas impressas que eu não pude ou não consegui evitar umedecendo cada pedaço de papel, que o tempo não pôde secar
Páginas de uma vida guardadas no baú do tempo são só restos esquecidos de uma vida ida que eternizaram cada dia, cada momento de uma história que nunca poderá ser repetida
É minha única riqueza, uma vida de lutas e sacrifícios os amores que vivi, as saudades que guardei fotos são fatos que não se perdem no tempo fotos é um espelho, onde talvez antes, não me olhei
Cada uma traz uma lembrança, uma saudade hoje, muitas nem parecem me retratar talvez porque o destino assim preferiu deixar apenas uma marca em meu lugar 12- UM RETRATO... Augusta Schimidt
Vida louca... Longe fui em pensamentos Deleguei meus sonhos E você não entendeu... Paixão irreal Vontade mortal De te abraçar
Criatura insana sou eu! Como pude por um retrato me apaixonar Agora, só me resta lembrar, Daquele olhar que tudo diz E que por momentos me fez feliz
Sonhos desfeitos Ilusão perdida Noites mal dormidas Doces lembranças guardadas na saudade
Lágrimas banham-me a face Amargas... Com sabor de desilusão Retrato guardado para sempre No fundo do meu coração...
Campinas/SP/Brasil 13- MOLDURA NO RETRATO Deleniralmeida
Em minha sala de estar,desde menina, Aquela foto na parede era tão grande Que na maioria das vezes, Me assustava muito! Sequer podíamos tocá-la !
Era uma fotografia antiga, Mas nem mesmo sei,porque Incomodava tanto !
Acho que era grande demais Para meu tamanho de menina, Naqueles dias passados...
Todas as manhãs, nós, as Crianças,tínhamos o sacro Dever de lustrá-la,trocar um Copo com água já ali por Dois dias!
Acendíamos também Uma vela e as flores antigas, Eram trocadas por novas E frescas,colhidas do nosso Jardim!
Cresci formatando em minha Mente, a imagem daquele homem Austero e de barbas brancas, Usando gravatas "borboletas".
Deixei a fazenda aos quinze Anos de idade,porque desejava Muito estudar e ali,não havia a Menor condição!
Apenas completávamos o Só fazíamos o primeiro grau, Mas pouco resolvia! Na cidade,eram feitas novas provas E exames,para saber em que período Escolar poderíamos ser matriculados!
Era nesta época,que padecíamos no Rio de Janeiro,um racionamento após Guerra,gerando discórdias políticas e Desencadeando muitos transtornos aos "BARROSO" de Ponte Nova, Recém chegados ao Rio.
Ao avistar meus avós, Na Praça Mauá, Rio de Janeiro,depois de longos Meses navegando Estavam muito Assustados ainda!
Estavam ladeados por seus Dezessete filhos,pois do vinte Que tiveram,apenas aqueles Conseguiram sobreviver às Doenças importadas naqueles Tempos tão difíceis!
Pobre vovó CAROLINA,minha Eterna heroína! Trazia em sua algibeira, Apenas alguns trapos velhos, Porque seus documentos, Não tinha mais !
Meu avô JUCA,estava tonto Ainda,tirou o velho chapéu e Mostrou seu sorriso vazio, Totalmente sem dentes!
Usava calças de riscado, Vovó,vestido de chita, As crianças, roupas de Retalhos aproveitados!
Meu pai aproximou-se. E abraçou fortemente Meus avós naquela hora! Ladeou as crianças com Seus fortes braços,
E os levamos,todos,para Nossa casa.Lá viveram, Até a morte De cada um deles!
Foram exemplo para os Filhos e netos,pela grande Retidão de caráter e força Para o trabalho,ajudando Uns aos outros, formando
Uma grande família! Meus tios,saíram todos, Trabalharam,casaram, Estudaram!
Uma noite,tomei coragem E perguntei à minha vó : _ Quem é aquele homem que Estava colado na parede de Sua casa,
E que você carregou Nos braços até aqui, Deixando-o encostado No chão do quarto,
Com o rosto virado pra Parede?quem é ele vovó? Ela olhou meus olhos bem No fundo, e apenas Respondeu:-filha,aquele
Retrato na parede,com flores, Água fresca,uma vela sempre Acesa,é o MEU AVÔ !
É Ele,o responsável por estarmos Todos juntos aqui,porque criou E educou seus filhos,
Todos eles, Inclusive meu pai,meus tios E conseguimos Atravessar as dificuldades Que sofremos ao chegar aqui! Trouxe-o comigo, Porque quando nada der certo Em minha vida,falo com ele e Sempre ouço uma resposta!
Quando deixares esta casa, Levarás contigo, A foto emoldurada de Seu bisanô, porque ele Há de transformar seus
Espinhos, em perfumadas Rosas no seu jardim da vida! Um dia, também entenderás Toda esta devoção!
Vó, eu já conheci Esta devoção E todos os seu motivos!
A foto de nossos ancestrais, Foi para um museu na serra, Lugar onde tudo começou...
Ano de 2005. 14- MOLDURA (Denise Aidar Warnecke)
Bordas metalizadas Detalhes amadeirados Apenas enfeitam imagens
Um rosto Em meio a tantos Faz-me sentir novamente Emoções desencontradas De um encontro desencantado
Meu retrato Junto a outros Disfarça minha tristeza 15- TEU RETRATO Regina Bertoccelli
Uma linda moldura dourada envolve teu retrato antigo Já amarelado pelo tempo, mas que conserva ainda teu lindo sorriso
Acaricio com ternura teu rosto, tentando imaginar se ele ainda guarda os mesmos traços, a mesma beleza
Teu olhar que sempre me fitava com desejo e carinho, ainda possui um brilho e cor que o tempo não apagou
Na noites insones e tristes, é tua imagem que me faz companhia Abraçada ao teu retrato, acalmo minh'alma inquieta
Saudosas lembranças de um tempo distante, chegam trazendo-me a certeza de que meu amor por ti ainda vive em mim...
São Paulo / Capital 16- NUM RETRATO Mercília Rodrigues
Num retrato, o sorriso , de um tempo que já voou, onde pouco foi preciso, pra ver que o tempo parou ...
Guarda o brilho no olhar, talvez uma terna esperança de um querer, sem esperar, de um amor também criança !
Ficou ,no retrato, marcado um tempo que era menino, o sorriso ali foi deixado de um sonho pequenino .
Araçatuba,10/12/06 mercilia.rodrigues@terra.com.br 17- M E U RETRATO Edmilson Alves.
Retratos são espelhos refletindo simplesmente o você – Alegre ou triste. Não o destrua... -quando a sua fisionomia se apresentar aflita. Somos uma unidade, de muitos instantes...
-O retrato de um deprimido não tem nenhuma culpa quando retrata a depressão.
O retrato do homem infeliz reproduz o tempo... -Fardos... -Tensões.. -Ansiedades.. -Angústias.. problemas e miséria.
O retrato do homem alegre faz parte de outro momento Duma mesma unidade: -O homem... Vencendo a ele mesmo – No espetáculo da vida!...
O propósito da vida é perseguir a felicidade. Mas, quem é feliz?... Cada dia é quase uma vida inteira – Em que só se percebe que o paraíso era uma delícia, depois que o perdemos. O espetáculo da vida – É o palanque onde a vitória -é vencer a nós mesmos!...
Meu retrato é ser formoso
-No retrato da consciência... Vivendo, simultaneamente, o prazer e a face da angústia, e da tristeza!...
O louco corre empós dos prazeres da vida e colhe decepções... O prudente limita-se a evitar os males, consciente de que a felicidade –não está na glória, Está no mérito.
O retrato da felicidade – É quando nos sentimos protetores dos desprotegidos; Um guia pros que perderam o rumo; Uma labareda pra os que sentem frio; Um refúgio pra os desabrigados!...
Só temos a felicidade que damos, Que doamos, Que emprestamos... Pra cura da dor... De quem não conseguiu Segurar o retrato da felicidade...
Fraternalmente Edmilson 18- O ESPELHO... Angela Maura
Acabo de acordar, o dia amanheceu. Olho-me no espelho e vejo alguém que amadureceu.
Os meus olhos seguem essa imagem refletida, que mostra minha pessoa, que mostra a minha vida.
Assim como o mel é doce, o espelho reflete nossa personalidade. Só ele revela tudo, independente da idade...
Mas agora essa pessoa -que se diz ser eu- desenvolve os sentimentos: é a paz que nasceu...
O espelho mostra que ela sente um perfume...
Será felicidade, amizade ou ciúme?
Ela conseguiu viver passando por um triste fato. E o espelho refletiu simplesmente o seu RETRATO...
SP - São Paulo 19- MEU RETRATO EM DOIS TEMPOS Mário Osny Rosa
Meu primeiro retrato Era pequeno menino. Conta se alguns fatos Quando nada pensava.
Já no segundo tempo Começava ensaiar. Naquele distante tempo Tentava a escrever.
Que no tempo esmaeceu Nada daquilo sobrou. Lembro alguns episódios Que logo vou escrever.
È o resta na lembrança As estórias de crianças. A escutar um gramofone Também o primeiro rádio.
São José/SC, 10 de dezembro de 2.006. morja@intergate.com.br www.mario.poetasadvogados.com.br 20- RETRATO-ME Joaquim Marques
Neste meu retrato, já um pouco desvanecido pelo tempo, me retrato, apenas, para deixar transparecer um pouco daquilo com que a vida me doou... Que, foi bem pouco... mas que, mesmo assim, o tempo impiedoso e inflexível, na sua passagem, aos poucos, tudo levou.
Toda vez, que olho o gracioso porta-retrato, que tenho na mesa do meu quarto, fico estupefacto olhando minha foto que, me mostra, na realidade... Aquilo que fui... E sou agora... Transportando-me assim, para um mundo de intensa saudade...
Do meu tempo de criança, onde a esperança, dentro de mim permanecia... Imaginando tanta coisa...Que eu queria vir a ser, um dia... Mas, porque a vida ao atraiçoar meus sonhos levou... Nunca fui.
Saudade tenho, também, dos tempos áureos de minha juventude que, além da saúde, foi o melhor presente que a vida me ofereceu. Tempos de ilusões, desilusões... De paixões que, não eram mais do que simples quimeras... De amores vividos... Uns felizes, outros sofridos...
Num repente, a vida, implacável me cerceou um dos cravos, mais lindos que eu plantara em meu jardim, atirando-o para uma vida... que teve princípio, não tem meio, mas terá fim...
Sempre que olho aquele meu retrato meio desvanecido, vejo o que sou hoje e, o quanto na vida tenho sofrido. Sinto-me como o sol no seu ocaso que, por acaso, ainda irradia alguma luz ao fim de cada dia... E, para esquecer o passado... submerjo na poesia...
Portugal 11-12.06 21- AUTO-RETRATO Orlando Caetano
Todo eu sou sonho, não acordo nunca. E se pareço acordado falando rindo e chorando caminhando organizado, é só um truque mais nada; um artifício apurado do meu «isso» impertinente malfadado inconsciente em que me esgoto.
Eu bem noto os remoques que me fazem por acharem que sou estranho meio louco despistado de memória perturbada sem dizer coisa com coisa. Estou a vê-los a morderem p’la calada. Não sabem que sou sonâmbulo e que tenho pesadelos.
Leiria - Portugal
22- EU RETRATO.. Maria Regina Moura Ribeiro
Deveria ser fácil falar de uma vida intensa. Somente não sei por onde começar... Não importa, este "meu retrato" fala mais alto. Momento de confraternização, de festa e alegria. Retrato de 40 anos atrás... quando tudo era fácil e eu era difícil. Quando meus erros eu não entendia, as minhas falhas eu não desculpava e as minhas ilusões não aconteciam. Retrato que me mostrou um caminho em meio a emoções desencontradas. Hoje, entendo quase tudo e tolero muito mais. E como ficou fácil viver a vida como ela é, cheia de encontros e desencontros, alegrias e tristezas, lágrimas e sorrisos...
São Paulo, 11 de dezembro de 2006 23- MEU RETRATO Manuel Jorge Monteiro de Lima
O tempo passou O retrato compara Do quanto restou Dos tempos de farra.
Tudo era folia, Uma feliz canção, A primeira via De certa emoção.
Muitas loucuras vãs, Entre alegria e pranto, Resumindo as cãs, ou meu cabelo branco.
Abraçado à Alaíde Um amor maduro, O melhor que tive, Sério e seguro.
É este retrato Que leva à lembrança, Do jovem sensato, Cheio de esperança.
Como um raio de sol Mesmo no ocaso, Da história, o crisol, Deste belo caso. 24- RETRATO DE INFÂNCIA José Ernesto Ferraresso
Olho-me pelo espelho, Vejo atrás de mim uma imagem. É apenas um retrato triste de um palhaço. Um rosto sombrio, com uma lágrima caindo. Palhaço: Sinônimo de alegria e de euforia. Pergunto o porquê da lágrima em seu semblante, Gostamos desde ciança desta criatura, Relembramos sempre da nossa infância, Quando aplaudíamos nas suas peripécias. Mas, essa figura sempre nos deixou algo de bom, de agradável. O que será que essa lágrima pode representar em sua face? Talvez alegria. Talvez Tristeza, Angústia. Isso não sei, nem vou conseguir saber, Só sei que essa lágrima nesse retrato um dia, Fez parte do meu viver.
Serra Negra**11/12/2006 25- MEU ROSTO EM FOTO (Rose Arouck )
Fotografia embalsamada mostra meu rosto Compungido de esperança, Na perspectiva de uma certeza que encubra suave o tristonho da tortura esvaziada. Olhos opacos fragados no caminhar da minha matança, Onde afogo sonhos, trituro vileza Esquartejo a intolerância. Ainda assim resta a esperteza Que se mantem viva, sagaz, No momento do flache, mostrando num realce a força de que sou capaz. 26- PORQUE SOU ROMANTICO Marcial Salaverry
Como romântico, sou exceção... Não resisto a uma emoção... Exponho meus sentimentos... Por um amor, tudo enfrento, E isso não lamento... Creio em esperanças... Em sonhos risonhos... Guardo boas lembranças... Tenho meus sonhos... O passado é esquecido... O presente é vivido... O futuro é o porvir... Vivo com paciência... Abomino a violência... Sonho com uma utopia... Vivendo cada dia... Minha espada, de flores é feita... Portanto... a mais perfeita... Minha arma é a mais sã... Só atira balas de hortelã... Gosto de sentir emoções... Gostosas sensações... E de emocionar corações... Vivendo com romantismo... Com maldades não cismo... Quero apenas o amor viver... Com meu amor conviver... Tenho necessidade, De sentir felicidade...
Marcial Salaverry 27- O RETRATO NA PAREDE Malu Mourão
Olho teu retrato Na parede emoldurando, Você linda, Senhora, madona. Fico lembrando Teu olhar... Doce austeridade. Teu semblante, Era a real dignidade. Da lealdade do amar Eras a dona. Teu exemplo a ensinar, Que amar é doação, É emoção. É paixão! Sinto saudades De tuas verdades, Da sabedoria em saber ser, A rainha, a mãe, a mulher!... Uma lágrima me acorda Deste meu pensar. A dor transborda No meu peito e faz sofrer. Mãe, o que fazer? O retrato na parede me serviu, Desde que você partiu, Para lembrar, Que você, mamãe querida, Continua sendo a minha VIDA. 28- MEU RETRATO faffi
Na parede do meu quarto jaz, um quadro já amarelado exibindo entre a moldura... Meu Retrato. Olhar feiticeiro Cabelos ondulados Um sorriso brejeiro... Não lembro a data nem a ocasião que foi feito esse retrato. Pelo que a aparência indica, eu era feliz, quem sabe foi feito em alguma festa, algum passeio, alguma ocasião especial. O retrato está amarelado a moldura perdendo a cor, mas, em cada detalhe eu sinto o brilho da minha felicidade. Quando passo perto dele, sinto o aroma de flores do campo, parece que uma brisa leve me envolve por inteira, sinto saudade de não poder sentir saudade do dia em que ele foi tirado Pra que sentir saudade de coisas do passado...se o meu passado já foi totalmente apagado... só restando dele... esse retrato.
faffi/ Silvia Giovatto 12/12/2006 29- MEU RETRATO Ene Mathias
Hoje a cor dos meus olhos desenha-me com os mesmos dedinhos de antes... Inocentes rabiscos o meu rosto e seus sulcos, como tivesse eu ainda os oito anos... Em mim nada perdeu-se, registra o lápis!
Mais: ganhei vida, minha madura face... O retrato que meus olhos fazem é ainda ligeiro em tudo.
É ambicioso, sabe emanar esperanças, aprendeu a paciência, provou limites com destreza.
O desenho de mim ainda é vigoroso, autêntico, energizado...
O meu retrato não guarda-se em gaveta! Ele acontece dia a dia, fazendo-se. O meu retrato passeia magicamente, alado, em busca de ser saciado e eternamente encantado...
O desenho que meus olhos fazem de mim, colore meus cabelos, doura minha pele, amansa minha sombra...
O meu retrato é inacabado: falta um pedaço que só se completará no fim, lá no lugar se algum dia, ninguém mais se lembrar de mim!
www.enemathias.com Goiânia-Goiás Ene Mathias 30- RETRATO E SAUDADE Glosando Ferreira Nobre Gislaine Canales
MOTE:
Saudade – instante guardado! Retrato – imagem da gente! Nela, presente o passado... Nele, o passado presente.
Saudade – instante guardado, a sete chaves, no peito; dói muito ao ser relembrado... tento esquecer...Não tem jeito!
Traz de volta a juventude... Retrato – imagem da gente, pondo fogo na quietude do sonho que inda se sente.
Vivo o sonho esperançado na saudade que angustia, Nela, presente o passado... faz dos ontens...nosso dia!
No retrato já esquecido, um brilho se faz crescente, vemos, então, revivido, nele, o passado presente.
www.gislainecanales.com 31- FLOR DE JUVENTUDE Rosa Silva
Ao olhar assim o retrato De sorriso emoldurado Com beleza, é um facto, Revi também meu passado.
Não que ele seja distante Nem tão pouco olvidado Fosse alegre ou errante Sempre será recordado.
A mente é como a flor Enquanto cresce viçosa - Prefiro sempre uma rosa -
Comparo-a à juventude Quando se sonha amiúde Com um futuro promissor.
("Azoriana") 2006/12/13 32- MEU RETRATO Antonio Cícero da Silva
Hoje vejo o meu retrato E relembro o ontem Fico pensando no passado Que se foi com tremenda rapidez.
Nele vejo as paisagens Que já não existem mais Eu também era mais forte É claro, era bem jovem.
O meu rosto a brilhar E hoje já enrugado e cansado Mais ao relembrar o passado As lembranças vem a tona.
Meu retrato fala por mim Apresentando uma época Fui muito feliz assim Isso já há muitas décadas.
Mas a vida continua E adquiri mais experiência Continuo a contente viver É essa a minha maneira de ser.
http://www.paralerepensar.com.br/antoniocs.htm 33- MEU RETRATO WILSON FONSECA
Limpando as gavetas do tempo, guardadas no recôndito do pensamento, Deparo-me com aquele retrato rasgado, cortado, dilacerado, onde só eu fiquei. Ali, embora amarelado, havia amor... promessas de um viver à dois pra sempre, Hoje, ao lembrar daqueles momentos... volto à mesma praça e revejo o chafariz, que com a suave brisa, formava seus dosséis, e, suavemente, vinha selar nosso amor... Ah! E agora em que a saudade desperta, Olho o retrato deserto, guardado na retina da triste recordação... Lembro àquele instante, que com a mala pronta, chegou na moldura, com uma tesoura na mão, em silêncio abrindo pegou o retrato, e simplesmente retirou a metade, deixando-me sozinho no ninho, feito para dois, nunca mais foi preenchido o retrato na moldura... fechei para sempre o meu pobre coração.
RIO GRANDE - RS, 13/12/2006 34- SEU RETRATO! Gildina Roriz (Magy)
Esse seu retrato preso na parede, Me traz você de volta todos os dias. Foram-se os anos... o tempo passou, mas na minha mente sua imagem ficou.
Leio em seus olhos meigos, castanhos, a mesma alegria dos anos findos. Vejo em seus lábios doces, brejeiros, a mesma ternura do olhar risonho.
Quando olho você, assim tão de perto, a distância pelo tempo imposta inexiste, se desfaz em brumas, nem me deixa triste...
Junto do seu, um grande retrato meu... Pinturas a óleo, bem iguais, mas eu envelheço... Você jamais!
Goiânia, 12/12/06 35- RETRATOS ESPARSOS Lígia Antunes Leivas
Atônita, perscruto os retratos desta inglória vida. Desfilam à frente de meu sobrecenho atento amarguras no horror do medo vindo sorrateiro. No desdém, dançam desprezo, desapego, indiferença e nos redemoinhos das culpas pelos erros não queridos temo pelos seres indefesos na selvageria sem trégua.
Nesses retratos inconsoláveis do viver a vida pela impossibilidade de sorver serenamente os doces frutos de um coração sem mágoas, ninguém é levado à culpa, ninguém é julgado e muito menos alguém é condenado... São retratos do desamor dos que nunca foram amados.
Brasil 15/12/06 36- MEU RETRATO Maria Chica
Como poderei descrever Aos outros meu retrato Preciso me conhecer E ao espelho mais me ver Para o descrever exacto!
Não sou feia nem linda Sou como Deus me fez Não tenho rosto de menina Porque por mim já passou A beleza que eu tinha!..
Tenho alma e coração E muitos anos de vida Tenho muita recordação... Muita tristeza, muita alegria Muito amor, muita emoção!
Tenho alguns cabelos brancos Que a idade já pintou... Tenho rugas no meu rosto Que a vida em mim deixou E o tempo não apagou!
Este é o meu retrato Que eu tentei descrever... Não sei se está igual, Se corresponde ao natural Desta mulher que sou eu! 37- MEU RETRATO Sá de Freitas
Na foto estou ali, qual fui um dia: Alegre, sonhador, forte e ousado... Ah! Quem não tem, meu Deus, melancolia, Ao buscar lindos tempos no passado?
Hoje meu rosto um tanto já cansado, Mostra as batalhas que travei na vida... E os grisalhos cabelos têm marcado, Em si, uma etapa do viver, vencida.
Mas sinto-me feliz me envelhecendo, Pois tenho ainda a seiva da vontade, E nem um sonho meu está morrendo.
E ao retornar aos tempos de outrora, Paro um pouco na esquina da saudade, Mas volto logo a caminhar no "agora".
http://sadefreitaspoesias.sites.uol.com.br/index.htm 38- O RETRATO QUE NÃO OLHA O TEU OLHAR Luiz Poeta ( sbacem - rj ) - Luiz Gilberto de Barros
Só se esquece o que não marca, o que não fere; Entretanto só merece ser lembrado O que é bom do nosso amor...e há quem espere Ser feliz mesmo sofrendo com o passado.
Se tu queres ser feliz, não te reveles Demonstrando, em tua dor, teu triste lado... Quando sofres, é o amor que tu repeles Tua dor é o teu amor fragilizado.
Não relembres as pessoas ou os fatos Que fizeram tua dor te maltratar, E não guardes no teu álbum de retratos O retrato que não olha o teu olhar.
Se tu queres ser feliz, basta sonhar Não tormentes teu amor com teu tormento; Se o melhor momento não pode voltar, Que tu vivas, ao sonhar, o teu momento.
Rio de Janeiro - Brasil 39- M E U R E T R A T O Roberto Coutinho da Motta,
O nome, papai escolheu. Bob Motta é pseudônimo; E com êle, asino eu. Rimo, mostrando em meu verso, Tudo o que há no universo, O dom, foi DEUS quem me deu.
Nascí em Natal, na praia, me criei vendo o arrastão. Mas, passei a mocidade, no meu querido sertão. Lhe digo, nesse momento: Sou Natal de nascimento, Carirí, de coração.
Carirí paraibano; Cabaceiras, Boqueirão, Serra do Monte, Pocinhos, Cedro, Bravo e vizinhos, que eu guardo no coração. Boa Vista, Riachão, Riacho do Reis, meu caminho. Eu recordo com carinho, banho de bica em chuva grossa, minha Malhada de Roça, Santa Clara e São Joãozinho.
Eu falo do meu nordeste, do seu povo, da estiagem. Às vezes, de sacanagem, meu verso também se veste. Quem comigo já fez teste, sabe como é meu poema. Eu sou poeta da gema, verso sobre p que quiser, você pode fazer fé, basta só me dar o tema.
Mas, também falo de amor, de saudade, de beleza, do esplendor da natureza, de DEUS, seu grande escultor. Esse mesmo Criador, que nos rege o dia a dia, na tristeza ou na alaegria, me enche de inspiração, e eu retrato com emoção, suas obras, na poesia.
Eu cultuo muito o matuto, na sua sinceridade. Sua chucra liberdade, e seu humor quase bruto. Por essa cultura, eu luto, com minha arma, a poesia, se escapa uma pornografia, lhe juro, irmão, camarada, é só prá causar risada, no amargor do dia a dia.
Eis meu retrato falado, para me apresentar. É cultura popular, no verso metrificado. Somente mais um recado, aos "puritanos", então. A pureza, meu irmão, não está nas frases faladas, mas, nas virtudes cravadas, na alma e no coração...
NATAL-RN 14.DEZ.2006 40- AUTO RETRATO Maria Loussa
Venho de uma família interiorana, gente simples e bacana. Com sede de conhecer a fundo tudo que possa ser útil neste mundo. Sou muito realista, tenho os pés no chão, Mas se for necessário mudo de opinião. Como bióloga não vivo sem ar, água e alimento, os elementos essenciais para sobrevivência como preceitua a Ciência. Como cristã preciso da Palavra de Deus, oração e fé, elementos espirituais que me dão sustento e me mantém de pé. Sou muito alegre e otimista, tenho segurança e firmeza ao andar na pista oferecida por Ele para minha vida destemida. Tenho aprendido administrar e usar bem o tempo, dado por Deus, tempo precioso remindo-o por ser valoroso. Aprendi também lidar com as pessoas e vejo o quanto elas são boas. Não gosto nem devemos andar sozinhos pois todos nós precisamos de amor e carinho. Estou preparada para enfrentar o século XXI e as mudanças, sem apego nenhum. A vida é boa, é bela focada no Criador, experimentando cada dia, o Seu amor. Quero realizar meus sonhos: · Ser reconhecida e escritora ser escrever e escrever para esclarecer a quem queira me ler · Trabalhar pela valorização da mulher, pois ela não é um ser humano qualquer. Publiquei poucos livros, apesar disso com eles eu vibro. Quero continuar e vou publicar os outros projetos Que prontos estão, mas ainda inressurretos. Além de ler e escrever, gosto também de ouvir músicas que me levam ao além. O mundo virtual me encanta e acho fantástico através dele vou conseguindo espaço. É envolvente. É uma arte divertida que pode ser útil e favorecer à nossa vida. E assim vou prosseguindo até onde me for permitido Meus objetivos são nobres e podem ser seguidos. Como o mundo não pára e portas são abertas para as oportunidades, é bom estar alerta. “Ninguém conserta ninguém”- eis um verdadeiro ditado Vitorioso é aquele que não fica prostrado. Acordar, calar, posicionar, esforçar e olhar para cima é o nosso slogan. Deus é quem melhor nos ensina. Ele me constituiu uma aprendiz. Estou aprendendo a ser feliz.
Goiânia-Goiás 41- MEU RETRATO Diógenes Davanzo®
Uma vida representada Teatro vivo de uma realidade Por um momento fixo no tempo A saudade aumenta Às vezes sorrio, outras choro Que valor tem isso para mim? O que representa isso? De uma coisa sei Faz parte da minha vida Vida essa que pode ser de alegria ou de amargura Vida de esperança ou de desespero Vida de amor ou de desamor Porém, é o meu retrato Único e indivisível Se pudesse voltar ao tempo Revolveria meu passado Incluiria novas rotas Outros caminhos Novos retratos Mas como isso é impossível Fito-te demoradamente Imagino coisas Que fazem parte de minha vida De um passado que não volta mais De esperanças perdidas Sem chances de recuperação Ficando assim Apenas a recordação O meu retrato
14.12.06 21h53 São Paulo - SP 42- MEU RETRATO Susana Petraglia Kovalczuk
Quando vejo meu retrato de mocinha Meus olhos se enternecem e marejam A lágrima cai lenta e mansinha Pelas linhas das rugas que aparecem.
A saudade imensa penetra no retrato Que o tempo bom preservou a cor Mas o coração dispara sem teatro Quando volta ao tempo da juventude em flor.
O retrato me fita silenciosamente Lembrando o tempo de juvenil amor E a alma chora inconsoladamente O outono da vida sem nenhum frescor.
Olho meus olhos cor de mel amendoados O sorriso aberto de quem ama a vida Cabelos longos, claros e anelados E fico trêmula, fria e comovida
Olho o retrato e fico entristecida Por não ser como foi nunca jamais A alegria esfuziante da juventude vivida São tempos idos que não voltam mais.
Mesmo assim coloco o retrato sobre a mesa Para poder ver-me como fui outrora E aceitar paciente que a minha beleza Foi-se também no funeral das horas.
Curitiba 15 de dezembro de 2006 garagori@terra.com.br 43- O GRITO Hiram Câmara
No ar suspenso como um móbile imobile apenas um instante, reflete o que penso: um grito.
Irrompeu em glória, na esperança do guerreiro, da alma audaz de um soldado, a defender um pedaço da Humanidade, de outro tão jovem soldado, a defender seu quinhão da Humanidade. E na premência da vitória, vem do interior de cada um e como num "boot", se congela, como um mito, na distância percorrida em um segundo, entre a Morte e a VIda.
Irrompeu em desespero, num repente, da alma sofrida de um doente, e cortou o ar afora, anunciando sofrimento, pedindo socorro, na premência de ir-se embora, e agora, parado no ar, cristalizado na dor que se esvai, como um punhal cravado nas costas da Ciência.
Irrompeu como alerta, clamando que a porta estava aberta para a insensatez , mas desta vez, ninguém lhe deu ouvidos. Era como um estilete fino que cortasse anestesiados: ninguém lhe deu ouvidos. A Vida fez o que tinha de fazer e fez girar a roda, para que outro dia começasse. Mas o dia não começou e fez-se noite. E o vento-açoite engoliu-o como um sapo englole o alvo mosquito e gravado na mente ficou-lhe, somente, o grito.
Irrompeu como um vulcão. E foi assim tão inesperado, que nenhum dos outros percebeu que era seu, o grito tão calado. Mas era um grito de paixão, e paixão tão desvairada, como flecha incendiada, vasou céu e diluiu-se em estrelas. E, então só de vê-las, absorvo a sua energia e por assim sabê-las parte de tua alma tão distante, quero ver-te entre elas, e falar-te ao mirá-las. mas, qual, como ouvir-me? Foi então que compreendi, que aquela energia da alma do guerreiro, do sofredor, do responsável, se integra no universo, e nos vem dentro do peito. E, é, desse jeito, que você ouve meu grito em silêncio, neste verso. 44- MEU RETRATO Joyce-Lu@
As rugas que vejo na minha face São cicatrizes perenes... Marcas da vida Sinais evidentes do dia-a-dia... da lida Que vivo e da história que acontece
Cada espelho que passo diante da vida Vislumbra-me o tamanho da estrada Trilhas... Avenida ampla pavimentada Também há atalhos e becos sem saída
Ao longo caminho enfrento intempéries Muita pedra misturada com espinho No espelho há ruga atenuada por carinho Cada ruga tem marca de várias espécies
Olho meu retrato de menina na tela Hoje... Vendo-me no espelho refletida Observo saudosa quanto mudei na vida! Pergunto: o que restou da menina bela?
Olho o sol se pondo no firmamento E vejo as rugas no espelho que relato Um Sol vestido de vermelho... constato Que deixa marcas nas nuvens soltas ao vento
Porto Alegre- 15/12/2006 45- MEU RETRATO Luiza Soares
Olhando de quando em vez um velho retrato de infância, encontro naquele olhar um ohar bem conhecido!
No cabelo, vejo então um pouco de alma viva mas nada encontro meu estão agora nas netas!
Luíza Soares Benício de Moraes 46- MEU RETRATO ARETHUZA VIANA
AÍ ESTÁ, COM UMA LINDA DEDICATÓRIA O RETRATO DE QUEM SEMPRE VAI TE AMAR. ELE LEVA NOS TRAÇOS, A NOSSA HISTÓRIA, CASO UM DIA, DEIXES DE ME AMAR.
QUERO FICAR FIXADA NA TUA MEMÓRIA PARA QUE DO MEU AMOR POSSAS LEMBRAR, MESMO CONQUISTANDO MUITAS VITÓRIAS, NO PASSADO ESTAREI, SEMPRE A TE RECORDAR.
LEVA CONTIGO A MINHA FELIZ FISIONOMIA, REPLETA DO TEU AMOR E DO TEU CARINHO, ANTES QUE ME CHEGUE UM DESTINO INGRATO.
QUE ELE SEJA BOA LEMBRANÇA UM DIA! SE NÃO ME TIVERES, ESTARÁ DE TI JUNTINHO, MEU ETERNO AMOR E O MEU RETRATO!
http://doceamor2.blogspot.com 47- TUA FOTO - Memórias Elaine Ermel
O tempo parou quando meus olhos detiveram-se nos teus como outrora. Doces, mansos, com ternura tantas vezes leram minha alma. Teus lábios esboçando um sorriso, fragmento de luz, iluminaram meus dias. Tuas mãos em verdes anos, com loucura e paixão desvendaram-me. Namorado, amante longo foi o caminho. Emocionante a trajetótia. Cerimoniosamente, tua foto à gaveta recolho agora. Passado...recente...distante Repousas em paz na minha memória..
Rio Grande do Sul, 16 de dezembro de 2006 48- FOTOGRAFIA DE CRIANÇA Margaret Pelicano
Aquela criança chupando o dedo do pé, era eu,pelo chão rodopiando, por vezes, gatinhando, recebendo da mãe o cafuné!
Tudo tão roliço, macio, cheiroso, até a baba, para o pai era um gosto, e o sorriso confiança e alegria... ...tudo perdeu-se do tempo da fotografia!
Olho-me e não me reconheço! Mudaram as mechas dos cabelos, a cor viva ficou morta e branca, sem viço... nada mais me espanta!
As esperanças foram dando adeus, o tempo encurtando, as rugas chegando, tudo o que eu não queria, aconteceu!
Adeus tenra idade e alegria, encontro-me em outra etapa, a crua realidade, perdi a fantasia!
Brasília - 15/12/2006 49- MEU RETRATO Mary Jenny
Essa imagem retractada na velha moldura fala-me do passado, chora comigo nas horas tristes, e canta a meu lado nas horas alegres, ficadas no distante da saudade...
Sempre que a olho vejo nela os prantos vividos, vítima da vida e da indiferença. É ela o espelho onde me vejo, e sinto como o tempo passa veloz deixando sulcados, no meu rosto as rugas que falam sem voz...
Em cada dia que me olho, não sei se lhe quero ou se a odeio, pois é a imagem das horas más e boas da vida, que ficaram para trás em horizontes de silêncios.
Alemanha- 16-12-06 50- MEU RETRATO Madá
Meu retrato, talvez esteja esquecido em um canto qualquer da sua estante. Sem a mesma importãncia de antes, mostrando um instante. Quando a felicidade fazia parte da nossa história, e a saudade não fazia sombras na minha alma.
Brasil 10-12-06 51- RETRATO PARA LEMBRAR Elizabeth Assad
Seu retrato trás a lembrança de momentos que passei, no seu olhar fixo, perdido no desconsolo do tempo, recordo seu egoísmo, que em desvario, desfez encantos e ilusões de um promissor futuro, no qual sonhei.
Guardo como parte da história de minha vida, cercado pela moldura rígida, que certifica, que ali estará para sempre.
Fácil seria, rasgar seu retrato, mas me furtaria de ver o mesmo olhar frio, e constatar o tolo que foste em seu egoísmo vil, tanto que perdeste com sua fraqueza e agradecer o quanto me permitiu descobrir a real felicidade.
17/12/06
www.recantodasletras.com.br/autores/elizabethassad 52 - RETRATO FALAVA! Márcia Possar
Recriava-me em grafia! À fotografia dava forma escrita e sabia-me rosto enevoado, em encontros, em encantos, em demasia... Pensamentos perseveravam pedidos no passado da minha imagem, estampados no semblante que se amoldava naquele meu olhar se tanto, endoado... Pintava-me em efígie sem as cores do carmim e exigia-me afim, serafim, querubim, arlequim... Fazia-me em poesias. Estesias que o retrato encobria, para além das ânsias: agonias, galhardia, algesia... Do álbum brotava sutil, em ardil me fazia morena, e me fazia pequena, assim frágil, assim estéril, assim eréctil... Ao modelo desconhecido dava ares triviais. Ais de quem se buscava e, ademais: sinais, contrastes, naquele meu retrato, com significações translatas e tão atuais.
|