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A NOITE ÓRFÃ. Sandra Ravanini
A noite órfã de estrelas assiste o pesadelo; todo não é um sim se dobrando em bramido e agonia, onde qualquer sim é um não de discórdia e ironia aos dias de ninguém; de alguém órfã e em desespero.
Queria outra estrada, talvez, tocar a lua negra, ou quem sabe eu pudesse acordar sem mais argüir, destruindo à distância desta forra e sumir. Ser o óxido ao aço na miragem da vereda.
O canto branco, ora tingido de ocioso breu, aqui recita a única verdade em confissão no aroma deplorável jazendo na ilusão da chuva de cinza em minha gota que morreu.
A noite morta de estrelas aponta o céu ateu, aspergindo no canto a ferrugem da estrada antes branca, ora negra, seguindo a rua errada, tingindo em agonias, um sonho órfão que foi meu.
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