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A GENTE SE VÊ, MÃE! Donato Ramos
Lembra daquela estrela que, juntos, a gente via...? A que mais brilhava, onde um anjo morava, você dizia? Sem medo de vê-la, escute a estrela, sem perguntar por quê. Eu te amo, mãe querida. Hoje o dia é todo teu! Obrigado, pela vida, pelo amor que você me deu. Dia da mãe rica, pobre, simples, da mãe nobre; da mãe sozinha, como é a minha. Dia de gente que vem contente, de lugar distante, na estrela brilhante, trazendo nos braços sem cansaços... ou nas asas do vento, voando... seguindo à pé, levando sorrisos, levando lembranças, uma lágrima, até.
Mãe que ilumina o mundo! Que vontade de vê-la! Um amor tão profundo, maior que a minha estrela, maior que meu abraço na vastidão do espaço. Que pena, mãe, a distância da minha casa e da tua janela, daquela flor tão singela, hoje amarelecida: Todo dia penso nela, na minha e na tua vida. Estou morando longe, esperando você. Parti primeiro, mas um dia, na minha estrela, A gente se vê!
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